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Polícia,  Cidades

Alero exonera secretário preso na Operação Reduto

Rogério Gago deixou a Secretaria-Geral após prisão preventiva; investigação apura fraudes, desvios e “rachadinha”.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

G1.globo

Alero exonera secretário preso na Operação Reduto
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A Operação Reduto provocou a primeira baixa formal na cúpula administrativa da Assembleia Legislativa de Rondônia. Rogério Gago da Silva foi exonerado do cargo de secretário-geral da Casa após ser preso preventivamente durante a ação da Polícia Federal.

O ato foi publicado no Diário Oficial da Alero na quarta-feira (15) e assinado pelo presidente da Assembleia, deputado Alex Redano (Republicanos). Outros servidores também deixaram cargos comissionados, mas o Legislativo não confirmou se todas as exonerações estão diretamente relacionadas à investigação.

Exoneração chega à cúpula da Alero

Rogério Gago ocupava um dos postos mais influentes da estrutura administrativa da Assembleia. A Secretaria-Geral acompanha decisões internas, movimentações de servidores e atos de gestão — um lugar onde quase tudo passa antes de ganhar carimbo oficial.

A prisão é preventiva e não representa condenação. A medida foi determinada no curso da investigação para permitir o avanço das apurações.

A Alero informou que acompanha o caso e permanece à disposição das autoridades. Transparência, neste momento, deixou de ser apenas discurso de nota oficial e passou a ser exigência do inquérito.

O que a Operação Reduto investiga

Deflagrada em 9 de julho, a Operação Reduto apura suspeitas de fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação teve apoio da Controladoria-Geral da União e do Ministério Público de Rondônia.

Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão: nove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus. A Justiça também expediu duas prisões preventivas, determinou o afastamento de 11 servidores públicos e autorizou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos de até R$ 9 milhões.

Segundo a Polícia Federal, a investigação começou em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontarem movimentações suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus com contratos públicos em Rondônia.

Os investigadores trabalham com duas frentes: uma possível fraude em licitações e direcionamento de contratos em Ariquemes; e o suposto desvio de salários de servidores comissionados da Assembleia, prática conhecida como “rachadinha”. A PF identificou movimentações superiores a R$ 9 milhões consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

Investigação ainda deve produzir novas baixas

Documentos, aparelhos eletrônicos e dados bancários apreendidos serão analisados pela Polícia Federal. Os próximos desdobramentos podem incluir novas exonerações, depoimentos, pedidos de quebra de sigilo e eventual apresentação de denúncias pelo Ministério Público. Na Alero, a temporada de explicações está apenas começando.

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