Ameba “comedora de cérebro” mata criança em RO
Menina de 9 anos morreu em Cacoal; Agevisa confirma Naegleria fowleri e reforça alerta sobre risco em água doce morna
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
2 min
Região
📍 Cacoal - RO
Fonte
G1.globo

A ameba “comedora de cérebro” voltou ao radar da saúde pública em Rondônia após a confirmação da morte de uma criança de 9 anos, moradora de Machadinho d’Oeste, que estava internada no Hospital Regional de Cacoal (Heuro). A investigação foi conduzida pela Agevisa e aponta infecção pela Naegleria fowleri, microrganismo raro e de evolução rápida.
A criança morreu em 3 de abril e o diagnóstico foi confirmado em 10 de abril, após análises do Lacen/RO e confirmação do Instituto Adolfo Lutz (SP) — um intervalo que, nos bastidores, evidencia o tamanho do desafio: quando o resultado chega, muitas vezes a doença já “passou correndo” pelo paciente.
Como ocorre a infecção
Segundo a Agevisa, a Naegleria fowleri vive em águas doces e mornas (rios, lagos, açudes, represas) e infecta quando água contaminada entra pelo nariz, permitindo que a ameba alcance o cérebro pelo nervo ligado ao olfato. Importante: não é transmitida por ingestão de água e não passa de pessoa para pessoa.
O CDC (EUA) reforça o mesmo ponto: o risco central é água subindo pelas narinas em mergulhos, saltos e atividades em água doce morna.
Sintomas: começa “parecido”, piora rápido
A orientação das autoridades é atenção máxima a sintomas iniciais como dor de cabeça intensa, febre, enjoo e vômitos, que podem evoluir rapidamente para complicações neurológicas. Em suspeitas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
O que as autoridades recomendam agora
A Agevisa e as equipes locais reforçaram medidas simples, mas decisivas:
Evitar mergulhos e submersões em águas paradas ou sem tratamento (rios, lagos, açudes).
Evitar que água entre pelo nariz (clipe nasal/segurar o nariz ajuda em saltos e mergulhos).
Para higiene nasal, usar água tratada/fervida (e não água “crua” de torneira/poço, quando houver dúvida sobre a segurança).
Nos bastidores da vigilância, o recado é direto: o risco é muito baixo, mas o impacto é alto demais para tratar como “azar estatístico”.
Próximos desdobramentos
A tendência é que a Agevisa amplie ações de orientação e monitoramento na região investigada — e que municípios reforcem alertas em áreas de banho e lazer, principalmente em períodos de calor e água morna, quando a Naegleria encontra condições mais favoráveis.
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