Artemis II reentra “em chamas” e põe escudo térmico à prova
Momento mais arriscado da missão acontece nesta sexta (10): cápsula Orion volta à Terra a altíssima velocidade e tenta amerissagem no Pacífico.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Fonte
Cnn Brasil

A missão Artemis II chega ao seu trecho mais perigoso nesta sexta-feira (10): a reentrada da cápsula Orion na atmosfera terrestre. É a fase em que a nave vira uma “bola de fogo” visível a olho nu em alguns pontos, enquanto o escudo térmico — peça mais crítica do conjunto — precisa aguentar o calor extremo e proteger os quatro astronautas a bordo.
Por que a reentrada é o grande teste
O retorno é tratado como o “prova final” porque combina velocidade altíssima, atrito com a atmosfera e um breve período de apagão de comunicação, quando a cápsula fica envolta por plasma. Depois, entram em cena os paraquedas e a descida controlada até a amerissagem no Oceano Pacífico.
O escudo térmico no centro da atenção
O escudo térmico da Orion é o componente que mais chama a atenção nesta etapa. Na missão não tripulada anterior, houve desgaste maior do que o esperado, o que levou a ajustes e foco total no desempenho do material na volta com tripulação. Em linguagem simples: é o “casco” que separa vida e tragédia quando a nave entra rasgando a atmosfera.
Quem está na cápsula
A tripulação da Artemis II é formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. A missão é considerada um passo-chave do programa Artemis, que busca consolidar o retorno humano ao entorno lunar e preparar as próximas fases.
O desdobramento agora é direto: se a reentrada ocorrer sem incidentes e o escudo térmico performar como planejado, a Nasa ganha confiança para acelerar as próximas missões do programa. Se houver falhas relevantes, o cronograma lunar volta para a mesa de ajustes.
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