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IA,  Mundo

CEO da AWS: trocar jovens por IA ameaça empresas

Matt Garman diz que cortar vagas de entrada destrói a formação de talentos e compromete a inovação no longo prazo.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Fonte

Infomoney

CEO da AWS: trocar jovens por IA ameaça empresas
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A substituição de profissionais jovens por inteligência artificial pode gerar economia imediata, mas cobrar uma conta pesada no futuro. O alerta é de Matt Garman, CEO da Amazon Web Services, a divisão de computação em nuvem da Amazon.

Para o executivo, deixar de contratar funcionários em início de carreira seria uma decisão ruim tanto do ponto de vista financeiro quanto estratégico. Além de receberem salários menores que profissionais experientes, recém-formados chegam às empresas com energia, novas ideias e maior familiaridade com ferramentas de IA.

Sem jovens, falta liderança no futuro

O principal risco está na formação de talentos. Sem trabalhadores juniores, as empresas deixam de preparar os profissionais que, alguns anos depois, poderão ocupar funções técnicas e cargos de liderança.

Garman avalia que uma companhia pode “implodir” ao interromper essa renovação. A ironia é simples: na tentativa de ficar mais eficiente hoje, a empresa pode eliminar justamente os profissionais de que precisará amanhã.

A posição contraria previsões mais pessimistas do setor tecnológico. Executivos como Dario Amodei, da Anthropic, e Jim Farley, da Ford, já apontaram a possibilidade de forte redução de empregos de escritório com o avanço da automação. Garman reconhece que diversas funções serão modificadas, mas diferencia transformação de extinção.

Amazon mantém contratação de recém-formados

Apesar do crescimento das ferramentas de programação baseadas em IA, a Amazon planeja contratar cerca de 11 mil estagiários e recém-formados em 2026. Segundo Garman, a empresa também possui atualmente mais desenvolvedores de software do que tinha dois anos antes.

O discurso, porém, convive com uma realidade menos confortável. A Amazon anunciou milhares de demissões e admitiu que os ganhos de produtividade proporcionados pela IA poderão reduzir sua força de trabalho corporativa. A companhia atribuiu parte dos cortes à busca por eficiência e a mudanças internas de gestão, e não exclusivamente à tecnologia.

IA deve mudar tarefas, não eliminar o trabalho

Na visão do CEO da AWS, o avanço da inteligência artificial deverá seguir caminho semelhante ao de outras tecnologias: tarefas repetitivas serão automatizadas, enquanto novas funções e competências surgirão.

O debate agora deve avançar sobre como as empresas usarão a IA sem desmontar seus programas de estágio, formação e sucessão profissional. Os próximos balanços de contratações e demissões das grandes companhias de tecnologia mostrarão se o conselho de Garman será seguido — ou lembrado somente depois que a esteira de talentos começar a falhar.

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