AtlasIntel derruba Flávio e anima Lula no 2º turno
Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra senador 7 pontos atrás após caso Vorcaro; rejeição sobe e governo Lula melhora na avaliação
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Folha de São Paulo

A pesquisa AtlasIntel/Atlas-Bloomberg mexeu no tabuleiro de 2026: Flávio Bolsonaro caiu 6 pontos e agora aparece 7 pontos atrás de Lula num eventual 2º turno. O petista marca 48,9% contra 41,8% do senador, com 9,3% entre branco/nulo/indecisos.
O “efeito Vorcaro” entrou na conta
O próprio texto do levantamento aponta o gatilho: a divulgação de áudios e conversas em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Depois do episódio, a rejeição do senador foi a 52%, numericamente acima da de Lula (50,6%). Em abril, o quadro era inverso na rejeição: Lula liderava o “não voto” e Flávio vinha abaixo.
Nos bastidores, a leitura é simples: não é só perder voto — é perder “clima”. E clima, em campanha, é meio caminho andado (ou desandado).
Metodologia e registro no TSE
A Atlas/Intel ouviu 5.032 pessoas online (método Atlas RDR), entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de 1 ponto e 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-06939/2026.
Governo Lula respira (ao menos nesta rodada)
Além do confronto direto, o levantamento trouxe um refresco para o Planalto: a avaliação negativa do governo recuou para 48,4% (era 51% em abril), e a desaprovação de Lula caiu de 53% para 51,3%. A aprovação ficou praticamente estável, em 47,4%.
E Rondônia com isso?
Rondônia — onde o bolsonarismo tradicionalmente faz barulho e palanque — tende a virar laboratório de dano e contenção: se o “caso Vorcaro” continuar rendendo, o PL local deve intensificar a narrativa de “ataque” e buscar colar a eleição no antipetismo raiz. Já a esquerda, se for esperta, vai tentar transformar números nacionais em discurso de “virada” e ampliar a presença de ministros e entregas federais no estado.
Desdobramentos: a próxima medida de temperatura será ver se a queda se mantém em novas rodadas (ou em outros institutos) e se o PL troca o modo “defesa” por “substituição” no cardápio de nomes da direita, que já vinha sendo testado por outros levantamentos recentes.
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