Banco Master vira sombra e ameaça plano de Flávio 2026
Áudios sobre pedido de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro detonam desconfiança, derrubam números e empurram campanha para modo “controle de danos”.
Autor
Redação
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3 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Veja

O caso Banco Master entrou de vez na campanha de Flávio Bolsonaro e, em Brasília, já tem nome: “teste de estresse” do Zero Um. Depois de meses surfando o desgaste do governo, o senador passou a jogar na defesa com a divulgação de áudios e mensagens em que pede R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para bancar um filme sobre Jair Bolsonaro.
O que apareceu e por que pegou mal
As revelações foram publicadas em 13 de maio de 2026 e colocaram Flávio no centro do escândalo que envolve o Master e Vorcaro. A partir daí, a crítica deixou de ser “narrativa” e virou problema político: aliados passaram a cobrar explicações e começaram a especular se a relação com Vorcaro é maior do que o senador admite.
Flávio disse que o contato teria sido apenas para financiamento privado de um projeto privado e negou contrapartidas. Mas a própria tentativa inicial de negar vínculo — seguida de recuo — ampliou o ruído, segundo a avaliação relatada pela VEJA.
Pesquisas e TSE entram no enredo
No termômetro eleitoral, o estrago apareceu rápido. A VEJA cita a AtlasIntel/Bloomberg de terça (19) indicando aumento da distância entre Lula e Flávio no primeiro turno e abertura de vantagem no segundo turno, após rodada anterior mais favorável ao senador. A pesquisa virou munição jurídica: a oposição questionou no TSE a inclusão do áudio no questionário, alegando influência no resultado.
A visita “piorou o roteiro”
Outro detalhe que azedou o ambiente: Flávio reconheceu a parlamentares do PL que foi encontrar Vorcaro no fim de 2025, quando o ex-banqueiro estava em domiciliar com tornozeleira. O episódio também foi confirmado publicamente pelo senador, segundo a Reuters.
Mudança na comunicação: quando a crise manda
A campanha reagiu com troca na vitrine. O comando da comunicação mudou em plena turbulência: saiu Marcello Lopes e entrou o publicitário Eduardo Fischer, tentativa de “virar a chave” e estancar a sangria.
Plano B volta a circular: Michelle no radar
Com Flávio pressionado, voltou o sussurro clássico do campo bolsonarista: “e se trocar o candidato?”. A VEJA registra que Michelle Bolsonaro é vista como a melhor opção “se tudo der errado”, embora não haja sinal claro de substituição neste momento — e ela mesma evitou comentar o caso.
A direita cheira sangue — e se movimenta
A fragilidade de Flávio animou concorrentes. Romeu Zema e Ronaldo Caiado exploraram o tema “credibilidade” e “autoridade moral”, enquanto outros nomes tentam capturar voto antipetista e antissistema. A VEJA ainda cita a movimentação de outsiders e o risco de o eleitor independente — decisivo — se descolar.
No curto prazo, o jogo é simples: se Flávio não entregar uma explicação convincente (e rastreável) sobre dinheiro, intermediários e prestação de contas do projeto, a crise deixa de ser “barulho” e vira dúvida eleitoral permanente. Os próximos levantamentos e eventuais avanços de investigações sobre o Master devem indicar se a candidatura estabiliza — ou se o plano B ganha corpo.
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