Buscas por “misoginia” disparam após avanço de projeto no Senado
Discussão sobre criminalização do termo saiu do Congresso e foi parar no Google; proposta ainda precisa passar pela Câmara.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Correio Brasiliense

A palavra “misoginia” virou uma das mais procuradas na internet após o Senado aprovar o projeto que inclui o crime entre as condutas punidas pela Lei do Racismo. O efeito foi imediato: muita gente correu para entender o significado do termo e o que muda, na prática, se a proposta virar lei.
O que acendeu a curiosidade
A alta nas buscas acompanha a repercussão política do tema. O Senado aprovou o PL 896/2023 e enviou o texto para análise da Câmara. A proposta prevê pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa, para crimes motivados por misoginia, que passariam a ser enquadrados como preconceito/discriminação.
Mas misoginia já é crime?
Ainda não. O ponto central é que, apesar do avanço no Senado, a misoginia ainda não está tipificada como crime no formato proposto. Para isso, o texto precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados e depois sancionado.
Por que o tema “explode” fora de Brasília
Quando uma pauta vira lei penal, o debate deixa de ser só moral ou cultural e passa a ser jurídico: o público quer saber o que caracteriza misoginia, que tipo de conduta pode ser enquadrada e quais as consequências. Foi essa combinação — notícia quente + impacto potencial — que empurrou o termo para o topo do interesse popular.
O desdobramento agora é na Câmara: com a proposta em tramitação, a tendência é o tema ganhar forte disputa política, com pressões por mudanças no texto e tentativa de acelerar ou frear a votação — e, a cada nova etapa, a palavra deve voltar a subir nas buscas.
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