Compartilhe
0envios
Política,  Brasil

Delação do ex-chefe do BRB trava e alivia cúpula do DF

Sem provas novas no “caso Master”, relatos de Paulo Henrique Costa ainda não avançaram na PF e na PGR.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Veja

Delação do ex-chefe do BRB trava e alivia cúpula do DF
Compartilhar:

A delação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que era tratada como “bomba” nos bastidores de Brasília, encalhou antes de começar. Preso pela Polícia Federal em 16 de abril de 2026, ele tenta negociar um acordo para reduzir sua exposição, mas não entregou até agora elementos de prova que sustentem as histórias contadas a interlocutores.

O que Costa diz ter acontecido no “caso Master”

Segundo a reportagem, a investigação mira a relação de Costa com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em um enredo que envolve imóveis de luxo que, somados, chegariam a quase R$ 150 milhões em propina. Em troca, Costa teria aceitado mascarar fraudes atribuídas a Vorcaro que teriam causado prejuízo superior a R$ 12 bilhões ao banco distrital.

Por que a delação não anda

O ponto central, por ora, é simples (e cruel para quem quer barganhar): faltam provas e fatos novos. As “narrativas” apresentadas seriam, em parte, de ouvir dizer e, em outros trechos, já teriam sido superadas pelo que a PF encontrou com quebras de sigilo financeiro e telemático no caso. Resultado: a negociação não avança.

O medo nos bastidores do DF — e o alívio momentâneo

Costa teria mirado o topo da política do Distrito Federal e até caminhos internacionais do dinheiro como trunfo para um acordo. Mas, sem algo verificável na mesa, a “ameaça” vira ruído — e o ruído, em Brasília, só vira música quando vem com documento, extrato, mensagem ou rota de transferência.

No radar, o próximo movimento é saber se a defesa de Costa consegue transformar discurso em prova (e se a PF/PGR consideram que há utilidade real em um acordo) — ou se a promessa de delação murcha de vez, deixando o caso Master avançar apenas pelo que as quebras de sigilo e diligências já revelaram.

Leia também