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Polícia,  Brasil

Deolane e PCC: bilhete em presídio acendeu investigação

Anotações apreendidas em 2019 em Presidente Venceslau levaram à Operação Vérnix, com bloqueio de R$ 327 milhões

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Cnn Brasil

Deolane e PCC: bilhete em presídio acendeu investigação
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A expressão “Deolane e PCC” entrou no radar da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo por um motivo pouco glamouroso: bilhetes e manuscritos apreendidos em 2019 com detentos na Penitenciária II de Presidente Venceslau (SP). Foi ali que apareceu a menção a uma “mulher da transportadora”, apontada como alguém que ajudaria em ataques contra agentes públicos — detalhe que empurrou a apuração para fora dos muros do presídio.

O fio que puxou a meada

Segundo a apuração, a polícia abriu três inquéritos sucessivos. O segundo passo foi identificar a empresa citada: Lopes Lemos Transportes, instalada ao lado do presídio e descrita como instrumento de lavagem de dinheiro ligado à facção.

Na sequência, uma etapa ostensiva batizada de “Operação Lado a Lado” trouxe um elemento clássico do roteiro: um celular apreendido, com diálogos e comprovantes de depósitos que conectariam a influenciadora a Everton de Souza (“Player”), descrito como gestor financeiro do esquema.

Por que Deolane virou peça do tabuleiro

Os investigadores apontam que Deolane ganhou “status” no caso por movimentações financeiras consideradas expressivas e por incompatibilidade patrimonial, com a suspeita de que a projeção pública e negócios ajudariam a dar aparência de legalidade a recursos ilícitos.

Bloqueios e lista internacional

Na Operação Vérnix, deflagrada em 21 de maio de 2026, a Justiça determinou bloqueio de ativos acima de R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos de luxo e quatro imóveis vinculados aos investigados. A apuração também cita que Marcola e familiares aparecem entre os alvos.

Outro ponto sensível: a CNN registra que Deolane entrou na Difusão Vermelha da Interpol e estava em Roma antes de retornar ao Brasil na véspera da operação.

No radar, agora, ficam duas frentes de desdobramento: o que a defesa apresentará para rebater as conexões financeiras e se a investigação conseguirá transformar a trilha de depósitos e mensagens em prova robusta para sustentar denúncias e condenações.

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