Direita chega a 2026 rachada sem Bolsonaro para arbitrar
Prisão domiciliar do ex-presidente expõe brigas familiares, atritos com Nikolas e ruído com Michelle
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Veja

A pré-campanha da direita para 2026 começou em modo “cada um por si” depois que Jair Bolsonaro foi para a prisão domiciliar e perdeu a capacidade de arbitrar conflitos e impor disciplina ao grupo. Sem o capitão no centro do tabuleiro — e com regras rígidas de visitas e comunicação — a oposição vive uma sequência de intrigas, disputas de poder e rachas públicos.
Bolsonaro em casa, direita sem comando único
Bolsonaro deixou a “Papudinha” e passou a cumprir pena em casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, com restrições: não pode usar celular, postar em redes sociais nem receber políticos; visitas são limitadas e, no dia a dia, apenas advogados conseguem contato frequente. O vácuo de comando, segundo a avaliação de aliados, abriu espaço para ruídos que antes eram contidos no grito.
Flávio vira porta-voz, mas não apaga o incêndio
Escolhido pelo pai para disputar o Planalto, Flávio Bolsonaro foi incluído como advogado para ter acesso diário ao ex-presidente e passou a funcionar como porta-voz do bolsonarismo. Ainda assim, nem todos aceitam a liderança do senador — e há desconfiança sobre quem, de fato, escreve e decide no “QG doméstico”.
Briga nas redes: Eduardo, Carlos, Jair Renan e Nikolas
O conflito mais ruidoso estourou nas redes. Eduardo Bolsonaro, nos EUA e com mandato cassado, bateu boca com Nikolas Ferreira, principal nome digital do campo conservador. A tensão respingou em Carlos Bolsonaro e Jair Renan, que também trocaram farpas com Nikolas — um problema especialmente sensível porque Minas é o 2º maior colégio eleitoral e um palanque decisivo para qualquer candidatura presidencial.
Michelle no meio: cotação como vice e cobrança por gesto público
As fricções também cercam Michelle Bolsonaro, que já foi ventilada como vice numa chapa “dos sonhos” do Centrão e do empresariado, e é alvo de cobranças internas por suposta falta de empenho em favor de Flávio. O estopim recente veio de declarações do maquiador Agustin Fernandez, amigo pessoal de Michelle, dizendo que Flávio teria dificuldade de dialogar com as classes mais baixas — o que elevou o mal-estar no partido.
No curto prazo, o PL e aliados esperam um movimento público de pacificação — especialmente um gesto de Michelle a favor de Flávio — para reduzir o desgaste e evitar que a pré-campanha seja consumida por brigas internas antes mesmo de a disputa com Lula começar para valer.
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