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Política,  Brasil

Direita se divide e bolsonaristas reagem a projeto “anti-misoginia”

Texto aprovado no Senado inclui misoginia na Lei do Racismo, eleva penas e vai à Câmara sob promessa de resistência do PL.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Uol

Direita se divide e bolsonaristas reagem a projeto “anti-misoginia”
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A aprovação no Senado de um projeto que inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo abriu uma nova frente de disputa política em Brasília — e expôs uma divisão dentro da própria direita. A proposta passou sem votos contrários e agora segue para a Câmara dos Deputados, onde bolsonaristas já articulam reação para barrar ou modificar o texto.

O que o projeto muda

O projeto (PL 896/2023) enquadra a misoginia como crime de preconceito ou discriminação, com pena prevista de 2 a 5 anos de prisão, além de multa — seguindo a lógica da Lei 7.716/1989. O texto define misoginia como conduta marcada por ódio, aversão ou desprezo contra mulheres, associada à crença de supremacia masculina.

A reação bolsonarista

A resistência começou a ganhar corpo nas redes e nos bastidores do Congresso com o argumento de que o texto é “amplo”, pode gerar “interpretações subjetivas” e seria usado para criminalizar falas e debates políticos. Deputados ligados ao bolsonarismo indicaram que pretendem derrubar o projeto quando ele chegar à Câmara, defendendo que crimes já existentes (ameaça, injúria, difamação, violência doméstica) seriam suficientes.

Direita rachada: Flávio votou a favor, aliados chiando

O episódio também mostrou racha interno: senadores do PL, incluindo Flávio Bolsonaro, votaram a favor do projeto no Senado, o que irritou parte do bolsonarismo mais combativo — que passou a cobrar “coerência” e a tratar o texto como pauta “identitária” que poderia ser usada contra a direita no debate público.

Próximo capítulo: Câmara vira campo de batalha

Com a proposta agora nas mãos dos deputados, a expectativa é de uma tramitação turbulenta: de um lado, defensores alegam que o Brasil precisa de ferramentas mais duras para combater ódio e discriminação contra mulheres; de outro, opositores vão tentar colar no projeto o rótulo de “censura” e “criminalização do discurso”. A tendência é que o tema vire bandeira eleitoral ainda em 2026, com cada lado usando o texto para mobilizar sua base.

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