Dólar hoje sobe e volta a rondar R$ 5,03
Moeda reage a emprego nos EUA acima do esperado e ao ruído geopolítico; tarifa dos EUA contra exportações do Brasil entra no radar
Autor
Redação
Publicado em
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Fonte
Infomoney

O dólar hoje abriu em alta nesta quarta-feira (3) e passou a operar perto de R$ 5,03, em um dia em que o mercado misturou dado forte de emprego nos Estados Unidos, tensão no Oriente Médio e um novo capítulo do debate tarifário de Washington com o Brasil no meio do caminho.
Cotação do dólar comercial e futuro
Por volta de 9h46, o dólar à vista subia 0,47%, a R$ 5,035. No mesmo horário, o dólar futuro para julho avançava 0,46%, a R$ 5,064 na B3. No recorte do dólar comercial, a referência exibida era R$ 5,035 tanto na compra quanto na venda.
O gatilho do dia: emprego nos EUA e “modo defesa”
O empurrão inicial veio de um termômetro do mercado de trabalho americano: o setor privado teria criado 122 mil vagas em maio, acima do que o mercado esperava. Na prática, dado mais forte costuma reforçar a leitura de economia resiliente — e, por tabela, sustentar a moeda americana em momentos de incerteza.
Oriente Médio: dólar como ativo de refúgio
O pano de fundo segue pesado. Relatos de novos ataques envolvendo EUA e Irã e um impasse nas negociações diplomáticas mantiveram o investidor no “modo defesa”. Em ambientes assim, o dólar costuma ganhar tração como ativo de refúgio, especialmente quando o noticiário sugere risco de escalada.
Tarifas dos EUA: Brasil volta para a lista
No Brasil, o câmbio também sentiu o noticiário comercial: o USTR (Escritório de Comércio dos EUA) defendeu cobrança de 25% sobre várias exportações brasileiras. E foi além: propôs tarifa adicional de 10% ou 12,5% para países (incluindo o Brasil) por falhas no combate ao trabalho forçado — no caso brasileiro, a menção foi de 12,5%.
O que isso mexe no bolso — e por que Rondônia acompanha de perto
Com o dólar perto de R$ 5, o impacto aparece em cadeia: insumos importados, peças, eletrônicos e até custos logísticos tendem a ficar mais caros. Para Rondônia, que vive do equilíbrio entre agro, comércio e transporte, qualquer ruído em exportações e preços internacionais entra rápido na conversa de empresários — e, claro, na planilha do frete.
No curto prazo, o mercado deve seguir olhando para novos dados de emprego e inflação nos EUA, além de qualquer sinal de descompressão (ou piora) no Oriente Médio e de avanço real das tarifas discutidas por Washington. Se o noticiário piorar, o dólar tende a continuar “bem tratado”; se aliviar, pode devolver parte do movimento.
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