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Economia,  Cidades

Empreendedorismo feminino cresce em RO, mas ainda é minoria

Mulheres são metade da população, porém só 25% comandam negócios; Facer aponta crédito como principal barreira.

Publicado em

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2 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

Cacb.org.br

Empreendedorismo feminino cresce em RO, mas ainda é minoria

Foto: Kelly Naahmara Rodrigues Jorge

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O empreendedorismo feminino em Rondônia avança, mas ainda enfrenta um degrau estrutural difícil de ignorar: embora as mulheres sejam cerca de 50% da população, apenas 25% aparecem como donas de negócios no estado, segundo dados citados em levantamento com base em IBGE e Sebrae. Ao mesmo tempo, o movimento de expansão aparece em novos canais — em plataformas digitais de comércio, as mulheres já são mais da metade entre os empreendedores cadastrados.

A trajetória que virou símbolo

A presidente da Facer, Kelly Naahmara Rodrigues Jorge, é apresentada como retrato dessa virada. Ela começou a trabalhar aos 15 anos em uma serraria, enfrentando tarefas consideradas “masculinas”, e mais tarde construiu uma carreira que mistura mercado e gestão. Aos 26, comprou uma gráfica e iniciou a fase empreendedora, negócio que, segundo ela, já soma mais de 21 anos. A formação acadêmica também veio com a vida correndo: Kelly se tornou advogada aos 41 anos, conciliando múltiplas jornadas.

O gargalo: dinheiro para crescer

Na avaliação dela, o maior obstáculo segue sendo o acesso a recursos financeiros, principalmente no começo. A leitura é que muitas mulheres iniciam com o básico, sem capital para estrutura, equipe e expansão — e isso limita crescimento, competitividade e formalização.

O que está mudando no estado

Apesar das desigualdades, a Facer aponta um cenário em melhora gradual, com mais mulheres buscando qualificação, ocupando espaços de liderança e ampliando presença no mercado. O avanço, porém, depende de uma equação simples: crédito, oportunidade e rede de apoio para que o empreendedorismo feminino deixe de ser exceção e vire regra.

O próximo passo do setor deve passar por políticas e iniciativas que facilitem financiamento, capacitação e ambiente de negócios — porque o crescimento já começou, mas ainda precisa de estrutura para virar escala.

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