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Cultura,  Cidades

Imersão “Ser de Luz” vira caso no Golden Plaza

Participantes relatam superlotação, “telão que não ligou” e ameaça de chamar o BOPE em Porto Velho

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

3 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

euideal

Imersão “Ser de Luz” vira caso no Golden Plaza
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A Imersão “Ser de Luz”, com o coach e escritor José Roberto Marques, terminou em confusão nesta quarta-feira, 4 de junho, no Hotel Golden Plaza, em Porto Velho, após relatos de superlotação, mudança do formato prometido e uma ameaça de acionar o BOPE durante protestos de participantes.

O que foi vendido x o que foi entregue

Segundo a reportagem do Eu Ideal, o evento (previsto para 4 e 5 de junho) teria comercializado ingressos além da capacidade do espaço principal. Como “solução”, parte do público foi direcionada para uma sala separada para acompanhar a programação por transmissão em telão — mas o equipamento não funcionou, elevando a irritação de quem pagou por experiência presencial.

Em meio ao empurra-empurra de bastidor, uma frase resumiu o sentimento: participante teria reclamado que pagou para “vivenciar”, não para assistir numa tela.

Palestrante apareceu “rapidinho” e sumiu

Ainda de acordo com os relatos reunidos pela reportagem, o palestrante fez apenas uma breve aparição no espaço onde estavam os participantes direcionados para a sala alternativa e retornou sem esclarecer o impasse — o tipo de gesto que, em evento lotado, funciona como fósforo perto de gasolina.

A ameaça que piorou o clima: “chamar o BOPE”

A temperatura subiu de vez quando uma pessoa que se apresentou como responsável pelo hotel teria ameaçado chamar o BOPE contra os participantes que protestavam. O Eu Ideal registra que não conseguiu confirmar se o homem era de fato o proprietário do estabelecimento, mas afirma que os relatos no local foram “unânimes” quanto à ameaça.

Promessa de “reparação”: nova apresentação

Após a repercussão, José Roberto Marques teria anunciado que ficará mais dias em Porto Velho para realizar nova apresentação voltada aos prejudicados. Na prática, é a tentativa de “apagar o incêndio” com um copo d’água: quem viajou, pagou hospedagem e se programou quer solução — e, em muitos casos, quer o básico do Código do Consumidor: entrega do que foi ofertado ou compensação.

Silêncio até o fechamento

Procurados, organizadores e Hotel Golden Plaza não teriam se manifestado até o fechamento.

Nota de bastidor (importante): o texto traz uma inconsistência de data ao registrar “Porto Velho, 4 de junho de 2025”, apesar de a publicação estar marcada como 04/06/2026. Isso não muda o núcleo dos relatos, mas é detalhe que costuma virar munição quando começa a briga de versões.

O que pode acontecer agora

Os próximos capítulos tendem a vir em três frentes: reclamações formais de consumidores (Procon/ações individuais), eventual nota pública do hotel e da organização para tentar conter dano reputacional, e a pergunta que ninguém quer responder em voz alta: quem autorizou vender além da capacidade — e com qual plano B, além do telão que não ligou.

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