“Gato” em recarga de elétricos põe empresário na mira em PVH
Fiscalização da Energisa flagra ligação clandestina em ponto de recarga; local cobrava clientes, mas energia não passava por medidor.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

Um empresário de Porto Velho entrou na mira da polícia após ser suspeito de furtar energia elétrica para abastecer carros elétricos de clientes em um ponto de recarga na capital. A irregularidade foi descoberta na quinta-feira (9), depois de uma denúncia recebida pela Energisa, que levou equipes de fiscalização até o local.
Segundo as informações apuradas, o estabelecimento operava com ligação direta na rede, sem passar por medição — o famoso “gato”. Na prática: cobrava pelo serviço de recarga, mas não pagava pela energia consumida.
Ligação clandestina e cobrança: a combinação que virou caso de polícia
Durante a vistoria, os técnicos constataram que o ponto de recarga funcionava fora do padrão, com energia desviada. Com a confirmação da fraude, a Polícia Técnica e a Polícia Militar foram acionadas para registrar a ocorrência e dar encaminhamento criminal. O empresário foi conduzido à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.
Nos bastidores, o caso chama atenção por atingir um setor que cresce na cidade: a recarga de veículos elétricos, que vem ganhando espaço com novos pontos e promessas de infraestrutura. Quando aparece um atalho ilegal, ele vira risco para todo mundo — inclusive para quem nem tem carro elétrico.
Risco além do crime: choque, incêndio e queda de energia
A Energisa reforçou que furto de energia não é só prejuízo financeiro: ligações clandestinas podem provocar choques elétricos, curtos, incêndios e até interrupções no fornecimento na região. Em recarga de carro elétrico, o alerta é ainda mais sensível porque envolve carga elevada e equipamentos que exigem instalação correta.
O que pode acontecer agora
O furto de energia é crime previsto no Código Penal, e a apuração deve avaliar o período da irregularidade, o volume consumido e a responsabilidade do estabelecimento. Também pode haver cobrança de ressarcimento pelo consumo não registrado, além de desdobramentos administrativos e técnicos.
Desdobramentos: a investigação agora tende a mirar o “rastro” do esquema — há quanto tempo a ligação clandestina funcionava, quantos clientes foram atendidos e se o local operava com outras irregularidades elétricas. Em casos assim, a conta costuma chegar em duas vias: na polícia e no bolso.
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