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Economia,  Cidades

Imposto de Renda 2026: 8 passos para declarar e “furar a fila” da restituição

Prazo termina em 29 de maio; quem enviou até 10/5 entrou na briga pelo 1º lote

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

3 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Infomoney

Imposto de Renda 2026: 8 passos para declarar e “furar a fila” da restituição
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Em Rondônia, a corrida do Imposto de Renda 2026 entrou no modo “penúltimo fim de semana”: a Receita Federal fixa o fim do prazo às 23h59 de 29 de maio de 2026 — e atrasar custa caro (multa mínima e chance de dor de cabeça).

A lógica é simples (e nada romântica): quanto antes você entrega, menor a chance de erro e maior a probabilidade de cair nos primeiros lotes de restituição. O InfoMoney lembra que quem enviou até 10 de maio pode receber já no primeiro lote, pago em 29 de maio.

Quem precisa declarar (o básico do “você está dentro”)

Entre os principais critérios citados estão rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, receita bruta rural acima de R$ 177.920, patrimônio acima de R$ 800 mil em 31/12/2025, operações em bolsa acima de R$ 40 mil ou lucro tributável, e rendimentos isentos/na fonte acima de R$ 200 mil.


Os 8 passos para declarar sem tropeçar

1) Separe documentos (o passo que evita “malha”)

Tenha informes de salário/benefícios, bancos e corretoras, comprovantes de despesas dedutíveis, documentos de bens (compra/venda/financiamento) e recibos de doações/pensão. Dependente dá trabalho: precisa da papelada dele também.

2) Escolha por onde declarar: programa, site ou app

Dá para declarar pelo PGD no computador ou pelo Meu Imposto de Renda (site/app da Receita). Para usar a opção online, é necessário gov.br prata ou ouro.

Novidade relevante: quem investe em renda variável (ações etc.) passou a poder usar o Meu Imposto de Renda. Mas seguem fora dessa modalidade casos como ganho de capital com venda de bens, atividade rural e situações específicas (espólio final e saída definitiva do país).

3) Compare modelo simplificado x completo

O simplificado dá desconto padrão de 20% (com teto) e o completo aproveita deduções (saúde, educação, dependentes, pensão). O próprio sistema costuma indicar o mais vantajoso no fim.

4) Dados pessoais e dependentes: aqui mora a armadilha

Incluiu dependente? Então declara todos os rendimentos dele também. O “dependente só para abater” é um clássico atalho para a malha fina.

5) Declare rendimentos sem esquecer “os detalhes”

Salários, 13º, aposentadoria, aluguel, investimentos — cada tipo vai para sua ficha. O erro comum é omitir um rendimento pequeno e ganhar um problemão grande.

6) Bens e direitos: não é valor de mercado

Imóveis, veículos, contas e investimentos entram pelo custo de aquisição. Em financiamento, declara-se o que foi efetivamente pago até agora — não o valor total do imóvel.

7) Despesas dedutíveis: só entra o que você comprova

Saúde costuma chamar atenção porque exige comprovação rigorosa; educação e dependentes têm limites. Para 2026, o texto cita R$ 2.275,08 de dedução anual por dependente e R$ 3.561,50 como limite anual por pessoa em despesas de instrução.

8) Revise e envie (a diferença entre “feito” e “bem feito”)

Revise números digitados, CPF/CNPJ e divergências com informes. Depois do envio, dá para acompanhar no e-CAC e, se necessário, retificar. Erros frequentes: omitir rendimentos (inclusive de dependentes), lançar despesas médicas erradas e esquecer evolução patrimonial.


No bastidor, a Receita não persegue “sorte”: ela cruza dados. O desdobramento mais provável daqui até o fim do prazo é o de sempre — filas digitais, corrida por informe faltando e muita retificação de última hora; quem se antecipar tende a sofrer menos e, com sorte, ver a restituição pingar antes.

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