Ji-Paraná apura denúncia de violência obstétrica em hospital
Família diz que médico ameaçou “matar o bebê”; Secretaria de Saúde abriu procedimento e afirma que não tolera desrespeito.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Ji-Paraná - RO
Fonte
G1.globo

A Secretaria Municipal de Saúde de Ji-Paraná abriu um procedimento interno para apurar a conduta de um médico denunciado por violência obstétrica durante atendimento a uma gestante de nove meses no Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz. A denúncia foi feita pela filha da paciente, uma jovem de 18 anos.
“Se não se acalmar, vou aplicar um remédio para matar o bebê”
Segundo o relato apresentado pela família, o médico teria sido desrespeitoso e, em meio ao atendimento, teria ameaçado “aplicar um remédio para matar o bebê” caso a gestante não se acalmasse. A paciente, de 40 anos, teria procurado o hospital com fortes dores.
Procedimento interno e posicionamento da Secretaria
A Secretaria informou que instaurou apuração administrativa e reforçou que não compactua com atitudes de violência ou desrespeito no atendimento em saúde. O procedimento deve reunir relatos, checar prontuário, ouvir servidores e definir se houve infração e quais medidas serão adotadas.
O que costuma entrar na apuração
Em casos do tipo, a investigação interna normalmente avalia fluxo do atendimento, condutas e falas atribuídas ao profissional, além de registros no prontuário e eventuais testemunhas. Dependendo do que for apurado, o caso pode evoluir para outras instâncias, como Conselho Regional de Medicina e medidas judiciais.
O desdobramento agora depende do avanço das oitivas e da análise dos documentos: a tendência é que a prefeitura conclua o procedimento e defina se houve violação de protocolos — e, paralelamente, a família pode buscar providências formais em órgãos de controle e na Justiça, o que costuma ampliar a pressão por respostas rápidas.
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