Petróleo passa de US$ 115 e acende alerta de inflação
Ataques a instalações de energia no Oriente Médio fizeram Brent disparar; mercado teme choque no diesel, frete e alimentos.
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
G1.globo

O preço do petróleo Brent ultrapassou US$ 115 nesta quinta-feira (19) após ataques a instalações energéticas no Oriente Médio, em mais um degrau da escalada militar na região. No pico do dia, o Brent chegou a flertar com US$ 119, antes de devolver parte do ganho com o mercado tentando medir o tamanho real do estrago e o risco de novas interrupções.
O que provocou a disparada
O salto do petróleo veio após relatos de ataques a refinarias e estruturas de gás/LNG em países do Golfo, em um movimento de retaliação que atingiu o coração da infraestrutura energética global. A preocupação do mercado é dupla: danos físicos (que demoram a ser reparados) e risco de logística (frete e seguro mais caros, além de rotas pressionadas).
Por que o mundo treme quando o barril sobe
Quando o barril dispara, o efeito costuma ser em cascata:
Diesel e gasolina tendem a subir — direto ou com defasagem;
frete encarece, e isso pressiona preços de alimentos e produtos básicos;
inflação ganha tração, o que pode afetar juros e atividade econômica.
Além do petróleo, o gás também reagiu forte na Europa, sinal de que o susto não ficou restrito ao barril.
O que pode acontecer com os combustíveis no Brasil
No Brasil, alta internacional aumenta a pressão por medidas para segurar reajustes e reduzir repasses ao consumidor, especialmente no diesel, que puxa o custo da logística. Ao mesmo tempo, a volatilidade do mercado deixa governo e empresas andando em casca de ovo: qualquer nova escalada no Golfo pode empurrar o barril ainda mais para cima.
O desdobramento mais provável é o mercado seguir em “modo nervoso” nos próximos dias: se houver confirmação de danos prolongados e novos ataques, o petróleo pode manter patamar elevado; se a crise der sinais de arrefecimento, pode haver correção — mas com a região em ebulição, o prêmio de risco no preço do barril tende a continuar.
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