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Polícia,  Brasil

Mulher presa por fingir ter 12 anos engana família em SC

Suspeita viveu 14 meses como “filha adotiva” em Joinville; polícia aponta reincidência e lista de golpes em outros estados

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

3 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

terra.com.br

Mulher presa por fingir ter 12 anos engana família em SC
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A mulher presa por fingir ter 12 anos em Joinville (SC) confessou à Polícia Civil que se passava por adolescente para ser acolhida por uma família da cidade. A prisão ocorreu na terça-feira (2), e o caso veio à tona depois que parentes das vítimas desconfiaram da história e encontraram registros semelhantes na internet.

Como o golpe se sustentou por 14 meses

Segundo a polícia, a suspeita usava o nome falso de “Gabriele” e dizia ter autismo e outras condições clínicas. Para justificar a aparência adulta, alegava que teria sido forçada a usar hormônios quando criança. Investigadores relatam que ela encenava um comportamento infantilizado, com itens como mamadeira, chupeta e um “cheirinho” para dormir, reforçando a narrativa dentro de casa.

A prisão em flagrante aconteceu na residência da família, no distrito de Pirabeiraba, onde ela morava havia cerca de 14 meses. Após a abordagem, ela foi levada ao Presídio Regional de Joinville.

A virada veio de dentro da família

O ponto de ruptura foi a insistência de uma parente que “nunca acreditou” na idade informada e passou a pesquisar o caso — até localizar episódios parecidos atribuídos à mesma suspeita. A partir daí, a família procurou a polícia, que avançou na checagem de identidade e no histórico.

Reincidência e rastro em outros estados

A reportagem do Terra afirma que a mulher é investigada por estelionato e falsa identidade e já teria registros e passagens por diferentes estados, com acusações que incluem falsidade ideológica, estelionato e difamação. Em 2023, ela foi presa em Nova Iguaçu (RJ) por um golpe com dinâmica semelhante — também se apresentando como menor em situação de vulnerabilidade para obter acolhimento e sustento.

Levantamento do UOL aponta que há processos e documentos judiciais indicando ao menos três episódios com padrão semelhante em estados diferentes, reforçando o caráter repetitivo do método.

Bastidor que chama atenção da polícia

Um detalhe mencionado no Terra (com base em reportagem anterior) é que autoridades chegaram a avaliar se haveria algum distúrbio, mas também levantaram a hipótese de ação deliberada para obter vantagens materiais e estrutura — com relatos de pesquisas na internet para “interpretar” sintomas e enganar as vítimas.

No fim, o caso expõe um roteiro conhecido: narrativa de vulnerabilidade, isolamento da vítima (a família), e um enredo “médico” difícil de contestar — até que alguém faz a pergunta óbvia e resolve checar.

Desdobramentos: a tendência é a polícia tentar unificar informações sobre ocorrências em outros estados, cruzar identidades usadas e mapear novas vítimas. Também deve haver disputa jurídica sobre reparação à família e eventuais conexões com abrigos, instituições religiosas e programas sociais citados nas apurações.

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