Lula usa Hannover para defender acordo UE–Mercosul e cutucar “fake”
Presidente critica “afirmativas falsas” sobre agro, ataca barreiras ao biocombustível e cobra “refundar” a OMC
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Redação
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📍 Brasil - BR
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Às vésperas de a parte comercial do acordo União Europeia–Mercosul começar a valer parcialmente em 1º de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o palco da Hannover Messe, na Alemanha, para vender o Brasil como parceiro “confiável” — e, no mesmo pacote, reagir ao que chamou de “afirmativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira.
Feira industrial vira tribuna geopolítica
Lula discursou na abertura da Hannover Messe (maior feira industrial do mundo), onde o Brasil é o país-destaque em 2026. No roteiro, defendeu mais integração produtiva, citou cadeias de suprimentos e emplacou a ideia de que o Brasil pode ajudar a UE a reduzir custo de energia e descarbonizar.
“Mentiras” sobre o agro e recado aos biocombustíveis
O presidente mirou diretamente o debate europeu sobre o campo: disse que o bloco ainda precisa levar em conta a matriz energética limpa brasileira e classificou como contraproducente criar barreiras ao biocombustível nacional — além de rebater narrativas sobre sustentabilidade no agro.
OMC no alvo: “precisa refundar”
No mesmo discurso, Lula criticou a paralisia da OMC e falou em refundar a organização, com “incorporação efetiva” dos interesses do Sul Global para manter legitimidade do multilateralismo.
Bastidor: Merz, UE e o “timing” do acordo
Antes do evento, Lula se reuniu reservadamente com o chanceler alemão Friedrich Merz. A costura ocorre num momento em que a UE decidiu colocar o acordo para rodar provisoriamente a partir de 1º de maio, enquanto ainda enfrenta resistência política interna — especialmente de setores agrícolas europeus.
Desdobramentos: o teste real começa em 1º de maio: se a aplicação provisória andar sem judicialização travar e sem explosão política no campo europeu, Lula ganha argumento. Se houver reação forte (ou freio jurídico), o governo tende a intensificar a ofensiva de imagem contra as “narrativas” sobre o agro e pressionar por reconhecimento da matriz energética brasileira nas regras do bloco.
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