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Política,  Brasil

Lula vê “provocação” do Chile ao chamar Flávio Bolsonaro

Convite do presidente eleito José Antonio Kast para posse irrita Planalto e pode turbinar apoio do Brasil a Bachelet na ONU.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

Cnn Brasil

Lula vê “provocação” do Chile ao chamar Flávio Bolsonaro
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “indelicadeza diplomática” o convite feito pelo presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para acompanhar a cerimônia de posse nesta quarta-feira (11). No Planalto, a leitura é de que Kast até ensaiou um gesto de ponderação no início, mas ao chamar um adversário direto de Lula no tabuleiro eleitoral brasileiro, escolheu cutucar onde dói.

Convite também incluiu Eduardo Bolsonaro e aumentou o mal-estar

O incômodo aumentou quando veio o segundo nome na lista: Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também foi convidado. A avaliação no entorno de Lula é que o movimento torna o gesto menos “protocolar” e mais “político” — e, portanto, mais difícil de engolir sem custo interno.

Diplomatas minimizam crise, mas o recado foi dado

Apesar do desconforto, diplomatas ouvidos na reportagem tratam o episódio como menor e dizem que isso não deve interromper o diálogo entre os governos. Ainda assim, o ruído fica registrado: em diplomacia, às vezes o que importa não é o que muda na relação — é o que fica de símbolo.

Efeito colateral: Bachelet pode ganhar “empurrão” do Brasil

Um desdobramento citado nos bastidores é que a situação pode reforçar a defesa do Brasil pela candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para a Secretaria-Geral da ONU. Kast queria tratar do tema com Lula no Chile, e Bachelet é adversária política dele — ou seja: o convite aos Bolsonaros pode ter custado ao chileno um canal mais confortável com Brasília justamente num assunto estratégico.

O próximo capítulo deve aparecer rápido: com a posse de Kast e a presença (ou não) de figuras da direita brasileira no evento, o Planalto tende a calibrar o tom público — sem romper pontes, mas deixando claro que, para Lula, diplomacia não é convite para adversário “fazer foto”.

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