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Serviço Social,  Cidades

Maio Laranja reúne rede e cobra fim do silêncio em Porto Velho

Ação no MP-RO abre agenda de maio com palestra de Luciana Temer e recado direto: “o silêncio não pode ser segredo”

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

3 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

Prefeitura de Porto Velho

Maio Laranja reúne rede e cobra fim do silêncio em Porto Velho
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Maio Laranja começou com a rede de proteção em peso, nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, no auditório do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), em Porto Velho. A abertura da programação reuniu Prefeitura, Judiciário e forças de segurança para reforçar prevenção, acolhimento e, principalmente, denúncia em casos de violência contra crianças e adolescentes.

Evento no MP-RO junta autoridades e “puxa” a campanha

A cerimônia contou com representantes de instituições como Polícia Militar, Governo de Rondônia, Polícia Rodoviária Federal, Poder Judiciário e o próprio MP. O recado político-institucional é simples (e incômodo): sem integração entre órgãos, o agressor agradece — e a vítima segue sem saída.

Luciana Temer: município é linha de frente

O principal destaque do dia foi a palestra de Luciana Temer, diretora-presidente do Instituto Liberta, que apontou o poder público municipal como agente direto tanto na prevenção quanto no acolhimento de vítimas. Na prática, é na cidade — escola, posto de saúde, CRAS/CREAS, conselho tutelar — que o caso aparece primeiro. E é aí que o silêncio costuma ser “normalizado”.

“O silêncio não pode ser segredo”: foco em encorajar a vítima

A promotora da Infância Alba da Silva Lima destacou o tema adotado neste ano: “O silêncio não pode ser segredo e nem dar medo”. A ênfase é fazer com que vítimas entendam que não precisam calar — porque o silêncio, no fim, favorece o violador. Ela também citou presença e ampliação da atuação junto aos conselhos tutelares.

Prefeitura diz que vai às escolas e aciona conselhos tutelares

Representando o prefeito Léo Moraes, a secretária adjunta de Inclusão e Assistência Social, Tércia Marília, afirmou que a Prefeitura entra na campanha com ações nas escolas e atuação via secretaria e conselhos tutelares. Em maio, os “refletores” apontam para o tema — mas a cobrança é para que a estrutura funcione em junho, julho e o resto do ano também.

Por que maio é o mês do alerta

O mês é simbólico por causa do 18 de maio, data nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, em memória de Araceli, assassinada aos 8 anos em 1973.

No bastidor, o que vai definir o peso real do Maio Laranja em Porto Velho é se o encontro vira fluxo de atendimento mais rápido, mais portas de entrada nas escolas e mais encaminhamento qualificado (sem empurrar a família de balcão em balcão). A expectativa agora é a divulgação do calendário das próximas ações e como cada órgão vai dividir responsabilidades ao longo do mês.

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