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Polícia,  Cidades

Operação Joio mira rede de desvio de grãos em RO

Esquema teria “esquentado” soja e milho com empresa fantasma; mandados foram cumpridos em Vilhena, Chupinguaia e Porto Velho.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Região

📍 Porto Velho - RO

Fonte

G1.globo

Operação Joio mira rede de desvio de grãos em RO
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A Operação Joio colocou a Polícia Civil de Rondônia no rastro de uma rede suspeita de furto, desvio e receptação de soja e milho no Cone Sul do estado. A ofensiva foi deflagrada na manhã de sexta-feira, 29 de maio de 2026, pela 1ª Delegacia de Polícia de Vilhena, com mandados expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Capital.

Mandados e alvos no Cone Sul e na capital

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de Vilhena, Chupinguaia e Porto Velho. Entre os investigados aparecem um empresário/produtor rural, um classificador de grãos e ex-funcionários de armazém — justamente gente com “chave” para abrir a porta (e a balança) do produto.

Como a engrenagem girava

Segundo a investigação, o grupo aliciava funcionários de armazéns para liberar caminhões como se tudo estivesse regular. Na prática, os veículos saíam com ordens de carregamento que pareciam legítimas, mas com cargas furtadas e sem nota fiscal. A passagem pela balança ajudava a dar aquele verniz de normalidade.

Empresa “de papel” e notas “frias”

O passo seguinte era o mais conhecido do mundo do crime econômico: “esquentar” a carga. A polícia aponta o uso de uma empresa de fachada, com CNPJ ativo, mas sem operação real no endereço informado em cadastros oficiais. Com as notas fiscais emitidas, os grãos eram repassados a um produtor/empresário em Porto Velho, que então revendia como se a soja e o milho tivessem saído da própria fazenda.

A denúncia que acendeu o alerta

O fio do novelo começou a ser puxado após o proprietário de um armazém em Chupinguaia denunciar o sumiço de quatro cargas de soja e duas de milho. A partir daí, a Polícia Civil concluiu que não era episódio isolado, mas um esquema organizado na região.

No radar agora estão novos envolvidos e a possível ampliação do prejuízo, já que a Polícia Civil informou que outras diligências seguem em andamento — e, nesse tipo de caso, normalmente o “joio” aparece em mais de um armazém.

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