Operação Máximus: BPCHOQUE apreende quase meia tonelada de drogas na BR-364
Carga estava escondida em caminhão-baú monitorado pela inteligência; Canil entrou em cena e motorista confessou transporte após abordagem em Porto Velho.
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
3 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
Batalhão de Polícia de Choque

A Operação Máximus deu um golpe pesado nas rotas do tráfico em Rondônia nesta sexta-feira (10). Em ação conjunta com a FTICCO, o Batalhão de Polícia de Choque (BPCHOQUE), com apoio do Canil, apreendeu cerca de 500 kg de entorpecentes durante uma abordagem na BR-364, em Porto Velho, e prendeu em flagrante o motorista responsável pelo transporte da carga.
Caminhão-baú no radar e “entrega” combinada
O caso começou com um alerta da inteligência: um caminhão tipo baú vinha sendo monitorado por apresentar características semelhantes às usadas em outras remessas de grande volume. Durante a vigilância, o veículo parou em um posto de combustíveis às margens da rodovia, no sentido Candeias do Jamari. Pouco depois, um Chevrolet Onix prata chegou, o condutor conversou com o caminhoneiro e saiu — movimento interpretado como parte da logística de entrega.
O comportamento do motorista do caminhão chamou atenção: nervosismo, ligações constantes e entra-e-sai repetido da cabine, típico de quem está esperando “o ok” para descarregar.
Canil acionado e confissão na abordagem
Com a guarnição no local, o motorista tentou deixar o posto antes da chegada do apoio, mas foi abordado. Identificado pelas iniciais W.S.C., ele confessou espontaneamente que transportava grande quantidade de drogas no caminhão. A equipe do Canil, com a cadela farejadora Duda, foi acionada para reforçar a verificação e a segurança do procedimento.
O que foi apreendido: maconha, cocaína e crack

Na vistoria do baú, a PM localizou:
410 volumes de maconha, acondicionados em tabletes, “bolas” e tijolos;
5 tabletes de cocaína;
9 tabletes de crack.
O volume total encosta em meia tonelada, um tipo de apreensão que costuma atingir diretamente o caixa do crime organizado — e, principalmente, a cadeia logística que depende da BR-364 para atravessar o estado.
Origem e “pagamento” pelo transporte
Segundo o relato registrado na ocorrência, o motorista afirmou que recebeu a proposta em Guajará-Mirim para levar a carga até Porto Velho, mediante pagamento superior a R$ 7 mil. Ele foi encaminhado ao Departamento de Flagrantes, onde ficou à disposição da Justiça.
Desdobramentos: agora, a apuração tende a mirar quem estava no “meio do caminho” — o motorista do Onix e a rede que contratou o transporte. Em casos assim, a droga é só a ponta: o que interessa é mapear a rota, identificar financiadores e fechar o funil para que a BR-364 deixe de ser corredor livre do tráfico.
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