Pesquisa Real Time Big Data: Lula abre larga no Ceará
Levantamento indica vitória no 1º turno no estado e expõe rejeição alta de Flávio Bolsonaro; caso “Dark Horse” entra no radar.
Autor
Redação
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3 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Veja

A pesquisa Real Time Big Data no Ceará coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenário confortável para 2026: 60% das intenções de voto no 1º turno, contra 21% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), num quadro com vários nomes testados.
Ceará vira vitrine eleitoral para 2026
O dado que chama atenção em Brasília é o tamanho da vantagem: mesmo no “limite” da margem de erro, o instituto aponta uma distância que varia na casa de dezenas de pontos. Na prática, Lula aparece com mais votos do que a soma dos adversários no cenário principal divulgado.
Números do 1º turno e a fila dos coadjuvantes
No mesmo recorte, aparecem atrás de Lula e Flávio: Romeu Zema (4%), Renan Santos (3%), Ronaldo Caiado (2%), além de outros nomes com 1% e fatias residuais. Há ainda registro de branco/nulo e indecisos em patamar baixo para o tamanho da liderança.
Segundo turno mantém distância
No cenário de 2º turno testado pelo instituto, Lula marca 63% e Flávio 27% no Ceará — uma fotografia que reforça o peso do Nordeste nas simulações nacionais e ajuda a calibrar estratégias de palanque e alianças regionais.
Rejeição vira problema central para Flávio
O levantamento também traz um dado político indigesto para o senador: Flávio Bolsonaro lidera a rejeição entre os nomes testados, chegando a 60%. Lula aparece com rejeição relevante, mas bem abaixo desse patamar no estado, segundo a apuração publicada.
Metodologia e registro no TSE
A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores no Ceará entre 18 e 19 de maio de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança. O estudo foi registrado no TSE sob o código BR-01744/2026.
Bastidor: “Dark Horse” entra no cálculo
A VEJA destaca que o levantamento é o primeiro no estado a captar o ruído do caso apelidado de “Dark Horse”, citado como envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, após vazamento de áudio mencionado na reportagem. Em pesquisas, às vezes o fato político não muda intenção de voto de imediato, mas costuma mexer primeiro justamente onde dói: na rejeição.
No curto prazo, o desdobramento mais provável é o tema virar munição em Brasília e nos palanques regionais, enquanto partidos observam se a vantagem no Ceará se repete em outros estados e se a rejeição de Flávio se sustenta nas próximas rodadas do instituto — especialmente se o caso “Dark Horse” ganhar novos capítulos públicos.
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