PGR evita pressa no caso da arma de Bolsonaro
Paulo Gonet pediu que o STF aguarde o fim da investigação antes de avaliar eventual falta grave do ex-presidente.
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Infomoney

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quinta-feira, 25 de junho, que o Supremo Tribunal Federal aguarde a conclusão das investigações sobre a arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se houve descumprimento das regras da prisão domiciliar.
Em manifestação enviada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ainda não existem elementos suficientes para caracterizar falta disciplinar ou violação das medidas impostas ao ex-presidente. A cautela, no caso, virou a palavra de ordem da PGR.
PGR pede investigação completa
O parecer foi apresentado após o ministro Alexandre de Moraes solicitar uma posição da Procuradoria sobre o episódio.
Gonet sustentou que a apuração precisa avançar antes de qualquer conclusão definitiva. Segundo ele, os investigadores ainda devem esclarecer as circunstâncias em que a arma era mantida, seu estado de funcionamento e a razão pela qual foi retirada da residência.
A Lei de Execução Penal considera falta grave a posse indevida de instrumento capaz de ferir outra pessoa. Uma eventual caracterização dessa infração poderia abrir caminho para a revisão da prisão domiciliar de Bolsonaro.
Defesa diz que pistola estava desativada
A defesa reconheceu que a arma pertencia ao ex-presidente, mas alegou que o equipamento estava desativado e era mantido para a proteção de Bolsonaro.
O ex-presidente repetiu essa versão durante depoimento prestado na terça-feira, 23 de junho. A explicação, porém, ainda será confrontada com os elementos recolhidos pela investigação.
Arma foi encontrada durante blitz
O caso veio à tona depois que um segundo-sargento do Exército foi abordado em uma blitz de trânsito, em 15 de junho, em Taguatinga, no Distrito Federal.
O militar conduzia um veículo oficial quando os policiais encontraram uma pistola no carro. Inicialmente, ele teria informado que a arma estava vinculada à sua atividade funcional. A fiscalização, no entanto, não localizou o registro em nome do servidor.
Depois, o sargento afirmou que a pistola pertencia a Bolsonaro e que havia recebido o equipamento para realizar um reparo no percussor.
Moraes terá a palavra final
A posição da PGR não encerra o assunto. Ela apenas recomenda que o STF não tome uma decisão mais dura antes de a investigação esclarecer toda a trajetória da arma.
Agora, Alexandre de Moraes poderá acolher o parecer, solicitar novas diligências ou avaliar se já existem elementos para impor alguma medida. Os próximos desdobramentos dependerão do resultado da perícia, dos registros da pistola e dos depoimentos dos envolvidos.
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