Planalto caça “traidores” após derrota de Messias no Senado
Votação secreta (42 a 34) derrubou indicação ao STF e expôs falha de articulação mesmo após R$ 11,6 bi em emendas
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Folha do Estado

O Planalto iniciou uma “caça a traidores” após o Senado rejeitar, na quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, em votação secreta, pegou o governo de surpresa e acendeu um modo “controle de danos” dentro da base aliada.
Votação secreta complicou a lista dos “responsáveis”
Como o voto foi secreto, a identificação de quem “virou” contra ficou no terreno da especulação. Segundo o texto, aliados do presidente Lula articulam um mapeamento informal para localizar dissidências e evitar novos reveses — com a palavra “ajuste” sendo usada como eufemismo para cobrança.
Reunião no Planalto e recado interno
Após o resultado, Lula se reuniu com Messias e com nomes do núcleo político e institucional do governo, incluindo José Guimarães (Relações Institucionais), José Múcio (Defesa) e Jaques Wagner (líder do governo no Senado), para avaliar por que a conta não fechou.
Bilhões em emendas não seguraram a votação
O episódio também expôs a limitação do “método emenda” como garantia de vitória: antes da sessão, o governo acelerou liberações e reuniões com senadores. O texto afirma que, só em abril, foram empenhados R$ 11,6 bilhões, incluindo R$ 2,5 bilhões destinados a senadores — e ainda assim a indicação caiu.
Retaliação no radar e Alcolumbre na mira
Nos bastidores, o Planalto avalia resposta política, incluindo a possibilidade de exonerar indicados ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ocupam cargos no governo federal. A reportagem também aponta que aliados do governo atribuem parte do resultado à atuação de Alcolumbre, que teria trabalhado contra Messias e defendido outro nome para a vaga.
O governo agora tenta reorganizar a relação com o Senado e medir o estrago da derrota — e, segundo a própria leitura do Congresso, uma nova indicação ao STF tende a ficar para depois, quando o clima político estiver menos contaminado pelo calendário eleitoral.
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