Prefeitura acelera volta do passeio de trem da Madeira-Mamoré
Equipe da ABPF vistoria vagões e trilhos; meta é reativar trecho até o Cai N’água no aniversário de Porto Velho
Autor
Redação
Publicado em
Leitura
2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
Prefeitura de Porto Velho
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O passeio de trem da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré voltou a ganhar tração em Porto Velho. A Prefeitura avançou nesta semana em uma etapa técnica considerada decisiva para retomar o transporte turístico de passageiros entre a estação do complexo e a região do Cai N’água.
Vistoria “cirúrgica” nos vagões e no trecho
Chamados pela Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), técnicos da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) desembarcaram na capital para inspecionar a parte rodante dos vagões e checar as condições estruturais do material existente no complexo. A palavra de ordem é segurança: identificar o que precisa de intervenção antes de colocar passageiro dentro.
No trilho, a análise também mira o trecho dentro e fora do complexo, incluindo áreas como Cai N’água e Triângulo. O diagnóstico leva em conta desgaste por tempo, enchentes e falta de manutenção — um “raio-x” para dizer, sem romantismo, o que ainda aguenta e o que precisa ser refeito.
Documento técnico vai ditar o ritmo das obras
Segundo a ABPF, a vistoria vai resultar em um documento técnico com as medidas necessárias para garantir uma operação “segura e adequada”. Em outras palavras: o relatório vai virar a lista oficial de tarefas — e também o termômetro do cronograma.
Turismo e identidade: recado político no apito
A gestão municipal vende o projeto como resgate histórico com impacto econômico. A Semtel aponta ganho para turismo e comércio local, enquanto o prefeito Léo Moraes reforça o discurso de identidade cultural: “devolver” à população uma experiência simbólica ligada à história da cidade.
O que já andou e o que falta andar
A Prefeitura relaciona o avanço atual a um processo iniciado no ano passado, quando a locomotiva 18 voltou a apitar e se movimentar após mais de 20 anos de abandono, segundo a gestão. E promete um pacote de revitalização para ser apresentado no aniversário de Porto Velho, em outubro, incluindo reforma da Litorina, da Kalamazoo, de equipamentos históricos e da locomotiva 15.
Próximo capítulo
A expectativa oficial é reativar inicialmente um trecho reduzido (estação–Cai N’água). O desdobramento agora depende do laudo técnico da ABPF e da capacidade da Prefeitura de transformar o relatório em obra — porque, em Porto Velho, o trem pode até apitar, mas quem define se sai da estação é o orçamento e o cronograma.
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