PT e PSOL avançam em apoio a Confúcio ao Senado
Aliança em Rondônia depende das convenções e pode redesenhar a chapa da esquerda nas eleições de 2026.
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Redação
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Região
📍 Vilhena - RO

Confúcio Moura tornou-se o principal ponto de convergência nas negociações para unir partidos de esquerda e centro-esquerda na disputa pelo Senado em Rondônia. PT e PSOL discutem apoiar a reeleição do senador do MDB, cujo mandato atual vai até 2027.
A articulação tem uma conta nacional. O grupo pretende evitar a divisão dos votos progressistas e eleger um senador alinhado ao projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso.
No vocabulário eleitoral, porém, “encaminhado” costuma significar que ainda falta combinar com os diretórios — e passar pelas convenções.
PT recalcula a rota para o Senado
O movimento exige uma mudança importante no PT de Rondônia. Em março, o diretório estadual aprovou a pré-candidatura da jornalista Luciana Oliveira ao Senado. O nome voltou a ser confirmado em maio, após votação interna da legenda.
Segundo informações, o PT decidiu retirar a pré-candidatura para participar da construção em torno de Confúcio. Nas páginas oficiais consultadas, entretanto, a legenda ainda não havia publicado uma confirmação dessa retirada. Por enquanto, trata-se de uma informação de bastidor à espera do carimbo partidário.
A escolha envolve mais do que a vaga ao Senado. O PT também precisa organizar sua posição na chapa majoritária e negociar espaços dentro da Federação Brasil da Esperança, formada com PV e PCdoB.
PSOL e PSB entram na negociação
As conversas com o PSOL estariam em estágio avançado. O PSB também aparece nas tratativas, embora tenha apresentado anteriormente Samuel Costa como pré-candidato ao Governo e Neidinha Suruí para o Senado.
Samuel e Neidinha deixaram a Rede Sustentabilidade — partido federado com o PSOL — e ingressaram no PSB em abril. A legenda chegou a lançar publicamente os dois nomes, o que indica que eventual apoio a Confúcio dependerá de uma reorganização mais ampla da chapa.
Para Confúcio, a aliança oferece estrutura partidária, tempo político e acesso a um eleitorado que dificilmente acompanharia sozinho uma candidatura do MDB. Para PT, PSOL e PSB, o senador surge como o nome com mandato, recall eleitoral e maior capacidade de enfrentar o campo conservador sem começar a campanha do zero.
Convenções definirão o acordo
O calendário agora joga contra discursos indefinidos. As convenções partidárias começaram em 20 de julho e seguem até 5 de agosto, período em que as legendas devem escolher oficialmente seus candidatos e aprovar as alianças para as eleições de 2026.
Os próximos desdobramentos deverão mostrar se Luciana Oliveira retirará formalmente seu nome, qual será o destino das pré-candidaturas do PSB e até onde o PSOL aceitará caminhar com o MDB. Se o acordo prosperar, Confúcio chegará à campanha como o candidato preferencial do campo lulista em Rondônia; se emperrar, a esquerda poderá voltar ao velho hábito de disputar primeiro entre si.
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