Ranking: os 10 prefeitos mais ricos de Rondônia
Levantamento com base no TSE mostra patrimônios de R$ 2,5 mi a R$ 37,9 mi; agronegócio domina origem dos bens.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

Os 10 prefeitos mais ricos de Rondônia declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônios que vão de R$ 2,5 milhões a R$ 37,9 milhões. O recorte faz parte de um levantamento sobre as declarações de bens apresentadas nas eleições municipais e mostra um padrão: dinheiro concentrado em propriedades rurais, rebanho e participação em empresas, com forte presença do agronegócio.
Quem lidera o ranking (e de onde vem a fortuna)
No topo aparece Alex Testoni (União Brasil), prefeito de Ouro Preto do Oeste, com R$ 37.921.017,59 declarados — disparado na frente do segundo colocado.
A vice-liderança fica com Fábio Netinho (Progressistas), de Guajará-Mirim, com R$ 17.896.082,48. Em terceiro, Neno Andrade (Republicanos), de Mirante da Serra, com R$ 14.537.040,05.
Lista completa: os 10 prefeitos mais ricos de RO
Alex Testoni (União Brasil) – Ouro Preto do Oeste – R$ 37.921.017,59
Fábio Netinho (Progressistas) – Guajará-Mirim – R$ 17.896.082,48
Neno Andrade (Republicanos) – Mirante da Serra – R$ 14.537.040,05
Paulo da Remap (PL) – Machadinho d’Oeste – R$ 13.689.381,06
Danielzinho (PL) – Cacaulândia – R$ 8.497.312,35
Nei Martins (Avante) – Itapuã do Oeste – R$ 4.714.424,57
Valtair Fritz (PL) – Buritis – R$ 4.319.431,71
Léo Moraes (Podemos) – Porto Velho – R$ 3.665.260,71
Silvano de Almeida (MDB) – Cabixi – R$ 3.096.555,71
Alexandre do Fortaleza (União Brasil) – Campo Novo de Rondônia – R$ 2.505.682,94
Bastidor: por que esse ranking chama atenção
Além do “quem tem mais”, o ranking ajuda a entender o perfil econômico que segue ocupando espaço no comando de prefeituras: pecuária, comércio local e negócios ligados à terra. E tem um detalhe que sempre volta nessa discussão: a declaração é autodeclaratória — a responsabilidade pela veracidade é do candidato, e a checagem costuma aparecer quando há contestação ou investigação.
Nos próximos meses, a tendência é esse tipo de ranking virar munição política — tanto para adversários, que exploram o contraste entre patrimônio e realidade municipal, quanto para aliados, que vendem “gestão de empresário”. E, como sempre, o desdobramento real aparece quando o debate sai da lista de bens e cai no que interessa: entrega de serviço público e resultado na ponta.
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