Reeducandos e vassouras de PET mudam a limpeza em Porto Velho
Parceria entre Prefeitura e Sejus põe cerca de 140 apenados em frentes urbanas e até “fábrica” de vassouras recicláveis.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

A produção de vassouras recicláveis feitas com garrafas PET por reeducandos virou peça-chave para reforçar a limpeza urbana em Porto Velho. A ação, tocada em parceria entre a Prefeitura e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), envolve cerca de 140 reeducandos atuando direta e indiretamente em serviços de zeladoria e obras na capital.
Como funciona a “linha de produção” dentro do presídio
Uma das frentes acontece dentro das unidades prisionais: reeducandos do regime fechado confeccionam vassouras a partir de garrafas PET. O material reciclável é coletado pela Seinfra, via Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), e encaminhado para produção.
O cálculo é direto (e nada simbólico): cada vassoura usa 17 garrafas PET. Para dar conta da demanda da limpeza diária, o município estima consumo de aproximadamente 2 mil garrafas por mês só para esse fim. A Sesb diz que o produto teve boa aceitação pelo “combo” que prefeitura gosta: reaproveitamento de resíduo + durabilidade no batente.
Nas ruas, quem usa aprova
O gari Golberval Silvio Pullig, com quase 25 anos de profissão, relata que as vassouras feitas de PET “são firmes” e ajudam no serviço, destacando a reciclagem como forma de retirar garrafas do ambiente e reaproveitá-las na rotina da cidade.
Mão de obra também em obras e manutenção
Além das vassouras, reeducandos em regime semiaberto e aberto monitorado também entram nas equipes municipais, em funções como ajudante de pedreiro e pedreiro, apoiando frentes de obras e manutenção. O secretário executivo Giovanni Marini avalia que o reforço amplia a capacidade de atendimento e otimiza a execução dos trabalhos, dentro dos critérios previstos nos convênios.
Os convênios são acompanhados pelo Departamento de Serviços de Limpeza Pública. E há um detalhe nada pequeno: todos recebem remuneração equivalente a um salário mínimo. No caso do regime fechado, os valores são destinados às famílias, conforme as regras do programa.
No discurso do Executivo, a iniciativa é apresentada como pacote completo de “responsabilidade social + cuidado com a cidade + oportunidade de recomeço”, com a promessa de entregar resultados práticos no cotidiano da população.
No radar dos próximos meses, a tendência é a Prefeitura tentar ampliar a coleta de PET e o uso do material nas equipes, além de avaliar se o modelo ganha novas frentes (e mais unidades atendidas) conforme a demanda de zeladoria e obras seguir pressionando a rotina da capital.
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