Rondônia na conta: Justiça cobra devolução de R$ 1,7 mi ao SUS
Execução de sentença envolve verbas da saúde usadas irregularmente; ação começou em 2001 e valor foi atualizado pela perícia do MPF.
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
G1.globo

A ordem para o governo de Rondônia devolver R$ 1,7 milhão ao SUS voltou ao centro do tabuleiro jurídico em 2026. O caso está na fase de execução de sentença: o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) acionaram a Justiça Federal para cobrar o ressarcimento ao Fundo Estadual de Saúde, após atualização dos cálculos.
O que a Justiça determinou
A sentença é o “capítulo final” de uma ação civil pública iniciada em 2001. Depois de longa tramitação, houve decisão definitiva em 2022. Em março de 2026, a Justiça Federal intimou o MPF para apresentar os cálculos atualizados do valor devido — que era de R$ 181,8 mil e passou para R$ 1,7 milhão após perícia do órgão.
O ponto central: recursos do SUS teriam sido utilizados de forma irregular, com determinação de devolução ao Fundo Estadual de Saúde.
O que motivou a ação
Na ação, os órgãos apontaram problemas na gestão e aplicação de recursos em hospitais estaduais e unidades ligadas à rede pública, citando, entre outras, estruturas de Porto Velho como o Hospital de Base Ary Pinheiro, João Paulo II, Cemetron, Fhemeron e a Policlínica Oswaldo Cruz, além de unidades no interior.
Segundo os autos relatados em publicações do caso, também foi apontado que o estado deixou de repassar mais de R$ 18 milhões ao Fundo Estadual de Saúde entre outubro de 2000 e fevereiro de 2001, além de falhas administrativas (como ausência de documentos e instrumentos de planejamento e fiscalização).
E agora: quem paga, quando e como
Com os cálculos apresentados ao Judiciário, o governo estadual deve se manifestar se concorda ou contesta o valor. Se não houver contestação (ou se ela for rejeitada), a Justiça pode avançar para medidas de cobrança para que o dinheiro retorne ao Fundo Estadual de Saúde.
Até a última atualização registrada em repercussões do caso, não havia posicionamento público do governo estadual.
No bastidor, a pergunta que costuma acelerar (ou travar) esse tipo de execução é simples: vai ter acordo, contestação pesada ou judicialização da atualização do cálculo? O próximo movimento deve vir da resposta formal do estado — e, dependendo do caminho, pode incluir disputa sobre correção/juros, tentativa de parcelamento ou medidas judiciais para garantir o pagamento.
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