Sem EUA, Reino Unido reúne 40 países e acusa Irã de “fazer o mundo refém”
Londres lidera articulação diplomática para reabrir o Estreito de Ormuz e discute sanções caso bloqueio continue.
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Redação
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Fonte
G1.globo

O Reino Unido reuniu representantes de cerca de 40 países em uma cúpula virtual para discutir o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio global de energia e mercadorias. O encontro chamou atenção por um detalhe político: os Estados Unidos não participaram da mesa organizada por Londres, em meio ao aumento da tensão internacional.
A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, endureceu o tom ao afirmar que o Irã tenta manter a economia global como refém ao restringir o tráfego na hidrovia. Segundo ela, a prioridade imediata é garantir o retorno da navegação comercial e evitar que o choque logístico continue pressionando preços e cadeias de abastecimento no mundo.
Pressão diplomática e ameaça de sanções
Na reunião, os países discutiram uma resposta coordenada baseada em medidas políticas e econômicas, incluindo a possibilidade de sanções se o Irã não reabrir o corredor marítimo. Também houve defesa do princípio de liberdade de navegação e do respeito ao direito do mar, com o Reino Unido tentando construir uma posição comum entre europeus, asiáticos e parceiros estratégicos.
Segurança marítima entra no pacote
Outro ponto foi a necessidade de coordenação com o setor privado — operadores marítimos, seguradoras e empresas de logística — para reduzir riscos, garantir rotas e dar previsibilidade ao comércio. Em paralelo, Londres sinaliza que a solução buscada é diplomática, mas o tema de segurança marítima segue no radar diante do aumento de ameaças e instabilidade na região.
O que vem agora
O desdobramento imediato será medir se a articulação britânica vira pressão real sobre Teerã — seja por sanções, seja por mecanismos internacionais. Sem os EUA na sala, o Reino Unido tenta liderar um “bloco de emergência” para Ormuz. O problema é que, no Golfo, qualquer movimento é lido como proteção ou provocação — e isso define se a reabertura será negociada ou forçada pelo custo econômico global.
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