TJRO cria Programa de Equidade Racial e fixa metas no Judiciário
Ato 891/2026 torna política permanente, mantém 50% de cargos para pessoas negras e prevê IA para reduzir vieses
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Porto Velho - RO
Fonte
News Rondônia

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) instituiu, por meio do Ato nº 891/2026, o Programa de Equidade Racial do Poder Judiciário de Rondônia, transformando em política institucional permanente um conjunto de medidas voltadas à promoção da igualdade, ao enfrentamento do racismo estrutural e à ampliação do acesso à Justiça.
Programa vira estratégia “contínua” do tribunal
Segundo a publicação, o programa passa a integrar a estratégia institucional do TJRO, com atuação transversal tanto na área administrativa quanto na jurisdicional. Entre os objetivos listados estão a remoção de barreiras estruturais, a promoção de uma cultura inclusiva e antirracista e a incorporação da perspectiva racial nas decisões judiciais.
Metas: 50% dos cargos e 30% em terceirizados
O texto destaca medidas com impacto direto na estrutura do tribunal:
manutenção da reserva de 50% dos cargos comissionados e funções gratificadas para pessoas negras;
previsão de 30% das vagas para pessoas negras em contratos terceirizados;
capacitação de magistrados e servidores em temas ligados à equidade racial, além de políticas afirmativas e monitoramento por indicadores como o IPER (Indicador de Desempenho na Promoção da Equidade Racial).
Eixo de IA para “auditar” tecnologia e cortar viés
Um dos diferenciais citados é o eixo “Inteligência Artificial para Equidade”, com a proposta de garantir que soluções tecnológicas usadas pelo Judiciário sejam auditáveis e livres de vieses raciais. O programa também prevê iniciativas como mentoria para ingresso de pessoas negras na magistratura, monitoramento de processos envolvendo comunidades quilombolas e criação de canais seguros para denúncias de discriminação.
Alinhamento com CNJ e metas globais
A iniciativa é apresentada como alinhada ao Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, do CNJ, e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco em redução das desigualdades e fortalecimento institucional.
No bastidor, o TJRO tenta deixar claro que não é “campanha de ocasião”: com o ato formalizando metas e indicadores, a cobrança daqui pra frente será por execução — especialmente na ponta, onde decisões e atendimento ao cidadão mostram se a política saiu do papel.
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