Trump retoma injeção letal e manda estudar fuzilamento nos EUA
Departamento de Justiça diz que vai “fortalecer” pena de morte federal e incluir métodos alternativos como eletrocussão e gás
Autor
Redação
Publicado em
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Fonte
G1.globo

O governo Donald Trump anunciou que vai voltar a adotar a injeção letal como método padrão nas execuções federais e determinou que o sistema prisional estude métodos alternativos, como fuzilamento, eletrocussão e asfixia por gás. A diretriz foi divulgada pelo Departamento de Justiça nesta quinta-feira (24/04/2026), em meio à estratégia da Casa Branca de acelerar e ampliar a aplicação da pena capital no âmbito federal.
Por que a mudança agora
Segundo a justificativa apresentada, o governo enfrenta dificuldades para obter drogas usadas em protocolos de injeção letal — um problema recorrente nos EUA, após restrições de fornecedores e disputas judiciais sobre sofrimento e falhas em execuções. A solução proposta foi reativar o protocolo usado na primeira gestão Trump e abrir o leque para outros métodos permitidos em legislações estaduais.
O que entra no pacote de execução federal
A orientação do Departamento de Justiça coloca a injeção letal como padrão, mas determina que o Bureau of Prisons incorpore opções como:
fuzilamento (firing squad)
cadeira elétrica
asfixia por gás, incluindo nitrogênio (método que ganhou visibilidade após adoção por estados como o Alabama)
O pano de fundo político
A medida marca uma guinada em relação ao governo anterior: Joe Biden havia suspendido execuções federais e comutado a maior parte das penas do corredor da morte para prisão perpétua, reduzindo drasticamente o número de condenados elegíveis no nível federal. Já Trump tenta reverter esse caminho e autorizar novos casos com pedido de pena capital.
A decisão tende a abrir nova rodada de embates judiciais e políticos sobre métodos de execução, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão sobre estados e sistema federal para definir, na prática, como e quando essas penas serão aplicadas.
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