UE tira Brasil de lista de exportadores e governo reage
Bloco europeu prevê exclusão a partir de 3 de setembro; Brasília diz ter sido pega de surpresa e tenta reverter.
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Cnn Brasil

A decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal caiu como uma bomba em Brasília nesta terça-feira (12). Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o MDIC afirmaram que receberam a medida “com surpresa” e que vão adotar ações para tentar reverter o movimento europeu.
O que a UE decidiu — e quando passa a valer
Segundo o governo, a medida foi aprovada em votação no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que atualiza a relação de países habilitados a vender produtos ao mercado europeu. A entrada em vigor está marcada para 3 de setembro de 2026.
Nos bastidores, a justificativa apontada por autoridades europeias passa por regras da UE sobre uso de substâncias antimicrobianas em animais destinados à produção de alimentos. A avaliação é que o Brasil precisaria comprovar conformidade ao longo de “toda a vida” dos animais para retomar embarques.
A reação do governo: diplomacia e cobrança de explicações
A estratégia anunciada é dupla: pedir esclarecimentos formais e construir um caminho técnico para voltar à lista. O chefe da delegação do Brasil junto à UE tem reunião marcada com autoridades sanitárias do bloco na quarta-feira (13), justamente para entender o fundamento e tentar abrir uma porta de saída antes de setembro.
Por ora, o Planalto tenta evitar pânico no setor: a nota ressalta que as exportações seguem ocorrendo normalmente até aqui.
O que pode entrar na conta do agro
Pelo relato feito à Reuters, a restrição pode atingir uma cesta grande — carne bovina, aves, ovos e até animais vivos — caso a exclusão se mantenha. Não é só volume: o mercado europeu costuma funcionar como vitrine sanitária, com efeito indireto em preço, contratos e exigências de outros compradores.
E Rondônia no meio disso?
Para Rondônia, que vive do binômio boi + indústria frigorífica, a preocupação é menos “UE como principal destino” e mais o efeito reputacional e de checklist: quando o europeu aperta, outros importadores costumam copiar a régua. Além disso, a habilitação para mercados específicos é dinâmica e pública — o próprio Mapa mantém uma ferramenta para consulta de estabelecimentos habilitados por país/mercado.
O desdobramento imediato está no encontro de 13 de maio e na capacidade do governo de apresentar uma solução técnica que satisfaça Bruxelas; se não houver recuo, o setor deve pressionar por um “plano de conformidade” nacional (e rápido) antes do prazo de 3 de setembro — e aí a briga sai do comunicado e entra na linha de produção.
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