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Mundo,  Economia

Dólar cai de novo, encosta nos R$ 5 e anima mercado no Brasil

Otimismo com cessar-fogo entre EUA e Irã derruba a moeda; fechamento foi o menor desde abril de 2024.

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Fonte

terra.com.br

Dólar cai de novo, encosta nos R$ 5 e anima mercado no Brasil
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O dólar voltou a cair frente ao real e encerrou esta sexta-feira (10) praticamente “batendo na porta” dos R$ 5, embalado pelo otimismo dos investidores com a possibilidade de estabilização no Oriente Médio após sinais de cessar-fogo entre EUA e Irã. A moeda norte-americana fechou com queda de 1,03%, a R$ 5,0104, no menor patamar de fechamento desde 9 de abril de 2024.

Foi a terceira sessão seguida de perdas, reforçando um movimento de ajuste que ganhou força desde o anúncio de cessar-fogo na terça-feira (e que tirou o dólar do modo “defensivo” no mundo).

Semana no vermelho e ano com recuo forte

No acumulado da semana, o dólar registrou queda de 2,90%. No ano, o recuo já chega a 8,72% — um número que chama atenção porque revela não só o alívio externo, mas também a corrida por moedas emergentes quando o risco global diminui.

No mercado futuro, o dólar para maio (o mais negociado) também caiu, sendo negociado perto de R$ 5,0345 no fim do dia.

O que derrubou o dólar

O pano de fundo é internacional: com o mercado acreditando em redução de tensão, investidores tendem a desmontar posições de proteção em dólar e buscar ativos com maior retorno. Isso fortaleceu moedas de emergentes, como real, peso mexicano e peso chileno, enquanto a divisa americana perdeu força.

Mesmo com o Estreito de Ormuz ainda travado, o mercado precificou o cenário de negociação e de menor risco de escalada — o que, por si só, já muda o humor do câmbio.

Por que isso importa no bolso

Dólar mais baixo costuma aliviar pressões sobre itens dolarizados (insumos, parte de alimentos industrializados, eletrônicos e custos de produção). O impacto, porém, não é automático: o repasse depende de cadeia de distribuição, estoque e da própria volatilidade nos próximos dias.

Desdobramentos: o câmbio agora fica refém de dois termômetros: a consistência do cessar-fogo e qualquer novidade sobre Ormuz. Se o ambiente internacional voltar a piorar, o dólar pode reagir rápido; se a calmaria durar, o mercado pode testar de vez a barreira psicológica dos R$ 5.

Tags:#Guerra

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