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Meio Ambiente,  Brasil

Empresa dos EUA compra Serra Verde e mira terras raras do Brasil

Negócio de US$ 2,8 bi envolve mina Pela Ema, em Goiás, e reforça corrida do Ocidente para reduzir dependência da China

Autor

Redação

Publicado em

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2 min

Região

📍 Brasil - BR

Fonte

G1.globo

Empresa dos EUA compra Serra Verde e mira terras raras do Brasil
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Uma empresa dos Estados Unidos anunciou a compra da mineradora brasileira Serra Verde, em uma transação avaliada em US$ 2,8 bilhões, colocando o Brasil no centro da disputa global por terras raras — minerais estratégicos para carros elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e defesa. A compradora é a USA Rare Earth, que vem ampliando presença no setor com aquisições e investimentos em cadeia de mineração, processamento e ímãs permanentes.

O que está sendo comprado

A Serra Verde é dona da mina e planta de processamento Pela Ema, em Goiás, apontada como ativo raro no tabuleiro internacional por ser rica em terras raras pesadas — justamente as mais críticas para a fabricação de ímãs usados na transição energética e na indústria de alta tecnologia.

Quanto vale e como será pago

Segundo os termos divulgados, a USA Rare Earth vai pagar US$ 300 milhões em dinheiro e emitir cerca de 126,9 milhões de ações para concluir a aquisição. O fechamento é esperado para o 3º trimestre de 2026.

Por que o negócio chama atenção lá fora

A operação ocorre em meio à preocupação do Ocidente com a concentração da cadeia de terras raras na China, que responde pela maior parte do processamento global e influencia preços e oferta. A Serra Verde, que iniciou produção comercial em 2024, tem plano de atingir 6.400 toneladas/ano de óxidos de terras raras até 2027.

Dinheiro público no pano de fundo

O anúncio também se conecta a financiamentos recentes: a USA Rare Earth fechou um pacote de US$ 1,6 bilhão com apoio do governo americano, e a Serra Verde havia firmado um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com Washington.

No mercado e na geopolítica, o sinal é claro: terras raras deixaram de ser assunto de nicho e viraram tema de soberania industrial. Agora, o passo seguinte é acompanhar como a operação será aprovada e como a produção de Goiás será integrada à estratégia americana de garantir suprimento fora da Ásia.

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