Água Crystal: Anvisa recolhe lote com Pseudomonas
Bactéria pode não causar sintomas em saudáveis, mas preocupa imunossuprimidos; veja lote afetado e orientações
Autor
Redação
Publicado em
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2 min
Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Cnn Brasil

A água Crystal contaminada entrou no radar da Anvisa nesta quarta-feira (3 de junho de 2026), após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote específico do produto. A agência comunicou recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal.
Qual lote foi recolhido e onde circulou
Segundo a Anvisa, o lote foi fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e teve unidades distribuídas em SP, GO, TO e DF.
A CNN Brasil informa que o recolhimento envolve 374,4 mil garrafas de 500 ml.
O que é a Pseudomonas aeruginosa
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que pode estar no solo, na água e em ambientes úmidos (pias, sanitários, piscinas mal tratadas e superfícies molhadas). Em gente saudável, pode até aparecer sem dar sinal de vida — o problema começa quando o organismo não está em sua melhor fase.
Quem corre mais risco
Os grupos com maior risco incluem pessoas com baixa imunidade, diabetes e fibrose cística, além de quem usa imunossupressores. Outro ponto de atenção: há cepas com maior resistência a antibióticos, o que pode complicar o tratamento quando a infecção acontece.
Quais doenças ela pode causar
As infecções podem atingir diferentes partes do corpo: ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações, trato urinário, além de corrente sanguínea e válvulas cardíacas. Quando cai na corrente sanguínea, o risco é de choque infeccioso e, sem tratamento adequado, pode evoluir para óbito.
Em quadros leves “por fora”, os sinais podem ser coceira, dor, irritação de pele e secreção. Já em situações graves, a bactéria aparece com frequência em contextos hospitalares e pode evoluir para pneumonia, especialmente em pacientes internados e em ventilação mecânica.
O que o consumidor deve fazer
Se você tem em casa a Crystal sem gás, o caminho mais seguro é não consumir se o rótulo/embalagem bater com o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 e seguir as orientações do fabricante e dos órgãos de vigilância sobre troca/reembolso e devolução no comércio.
Desdobramentos: a tendência é que vigilâncias sanitárias estaduais e municipais reforcem a checagem de lotes e que a empresa amplie comunicados ao consumidor; a Anvisa também pode publicar novas atualizações caso surjam resultados adicionais de análises ou expansão do recolhimento.
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