Investigação mira venda de ingressos da Copa 2026 nos EUA
Procuradorias de NY e NJ apuram suspeita de “troca” de assentos no MetLife, palco da final; FIFA não comentou.
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Infomoney

A venda de ingressos da Copa do Mundo de 2026 entrou na mira de autoridades dos Estados Unidos. As procuradoras-gerais de Nova York, Letitia James, e de Nova Jersey, Jennifer Davenport, abriram investigação e emitiram intimações para apurar se torcedores foram enganados no processo de compra para jogos no MetLife Stadium (Nova Jersey), que receberá oito partidas, incluindo a final em julho.
O que está sendo investigado
Segundo as procuradoras, o mapa inicial de assentos divulgado para o MetLife previa quatro zonas. Depois que parte do público já havia comprado, a FIFA teria criado novas seções, o que teria levado compradores a serem realocados para lugares mais distantes do campo ou atrás dos gols, apesar de terem pago por assentos melhores.
No discurso público, James foi direta: torcedores “merecem uma chance justa” de comprar a preços acessíveis e precisam ter confiança de que o ingresso comprado será o ingresso recebido — recado com endereço e CEP.
MetLife, final e o “peso” do ticket
O caso ganha tração porque o MetLife não é estádio qualquer: é vitrine do torneio. A Copa de 2026, sediada por EUA, Canadá e México, começa em 11 de junho e, nos bastidores, já há crítica política e pressão local sobre preços elevados. A FIFA, por sua vez, projeta US$ 11 bilhões em receitas com o evento — e cada polêmica na bilheteria vira munição.
A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, também entrou no jogo: disse que ninguém deveria “explorar” torcedores do estado (nem os que viajam para lá). Em bom português: a festa é deles, mas a conta não pode virar armadilha.
E o que a FIFA diz?
Até aqui, nada. Um porta-voz da entidade preferiu não comentar o caso.
Por que isso interessa ao brasileiro (e ao rondoniense) que quer ir à Copa
Para quem está no Brasil — inclusive em Rondônia — e planeja a viagem, o alerta é simples: o risco não é só preço, é entrega e validade do assento exatamente como anunciado. Em eventos desse porte, qualquer alteração de setor ou “reacomodação” pode significar perder o que se pagou caro para ter: visão, conforto e segurança de planejamento.
No radar dos próximos dias, a tendência é a investigação pressionar por mais transparência no mapa de assentos, regras de remanejamento e política de reembolso — e, se surgirem mais reclamações, a apuração pode se expandir para além do MetLife e virar dor de cabeça maior para a FIFA bem no aquecimento do torneio.
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