Jurada passa mal e trava 4º dia do júri de Jairinho
Mal-estar no Conselho de Sentença atrasou a sessão; Código de Processo Penal prevê suplentes, pausa e até novo júri.
Autor
Redação
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Região
📍 Brasil - BR
Fonte
Extra

O júri de Jairinho e Monique (caso Henry Borel) entrou no quarto dia sob tensão extra: uma jurada passou mal, e o início da sessão acabou atrasando — um daqueles imprevistos que, no Tribunal do Júri, mexe com o relógio e com a estratégia de todo mundo. O julgamento, retomado no 2º Tribunal do Júri do Rio, já vinha esticado por depoimentos longos e viradas processuais nos dias anteriores.
Mal-estar no Conselho de Sentença: por que isso pesa
No Júri, não existe “meia equipe”. São sete jurados que precisam acompanhar a instrução, ouvir testemunhas, réus e debates — e votar os quesitos no fim. Se um jurado fica impossibilitado de continuar, a sessão pode até seguir, mas depende do que o juiz-presidente tem “na manga”: jurados suplentes e o momento em que o problema acontece.
O que pode acontecer quando um jurado não consegue seguir
Na prática, há três caminhos mais comuns:
Pausa e retomada no mesmo dia
Se o mal-estar for passageiro, o juiz pode suspender por um período e retomar quando houver condição clínica e segurança.
Substituição por jurado suplente
Em julgamentos longos, é possível trabalhar com suplentes para evitar que uma intercorrência derrube tudo — e a lei que reformou o rito do Júri prevê a possibilidade de organizar lista de suplentes “onde for necessário”.
Adiamento e “reinício” em outro momento
Se não houver suplente apto (ou se a substituição for inviável pelo estágio do julgamento), o risco é o júri não poder continuar. A legislação também exige quórum mínimo para instalação e regularidade dos trabalhos, e a falta de jurados pode travar a sessão.
O que a defesa e a acusação observam nesses casos
Nos bastidores, cada lado faz a mesma conta, por motivos opostos: qualquer quebra de regularidade vira munição para questionamentos futuros, sobretudo se houver discussão sobre incomunicabilidade, substituição no meio da instrução e preservação do direito de defesa.
Contexto do julgamento: por que o tempo virou personagem
O júri chegou a ser marcado por tentativas de adiamento e embates sobre condução do processo; houve sessão que avançou madrugada adentro, e o cronograma foi sendo empurrado conforme depoimentos se alongavam.
No curto prazo, o desdobramento mais provável é a Justiça tentar preservar o Conselho de Sentença e evitar um cenário de interrupção que obrigue reorganizar datas, reconvocar jurados e reencaixar testemunhas. Mas, num julgamento desse tamanho, um mal-estar isolado pode virar dominó — e o relógio, mais uma vez, pode virar protagonista nas próximas sessões.
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