Marcélio Brasileiro assume presidência da AROM com 26 votos
Prefeito de Nova Mamoré vence Ney da Paiol e leva a Associação Rondoniense de Municípios para o triênio 2026-2029.
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📍 Porto Velho - RO

Marcélio Brasileiro, prefeito de Nova Mamoré, foi eleito presidente da AROM (Associação Rondoniense de Municípios) nesta quarta-feira (6), em uma disputa direta contra o prefeito de São Felipe d’Oeste, Ney da Paiol. O placar foi apertado, mas com recado claro: 26 votos a 21.
Eleição na AROM virou termômetro de alianças
A votação ocorreu de forma presencial, com urnas em Porto Velho e Ji-Paraná — modelo já previsto para a escolha do comando da entidade.
Nos bastidores, a eleição saiu do “municipalismo raiz” e entrou na prateleira de sinalização política: segundo o Rondoniagora, o governador Marcos Rocha, o ex-senador Expedito Júnior e o ex-prefeito Adailton Fúria fizeram pressão direta por votos para Ney, enquanto Marcélio é apontado como ligado ao senador Marcos Rogério (PL).
Quem é Marcélio Brasileiro
Marcélio Rodrigues Uchôa (Marcélio Brasileiro) tem trajetória ligada à região de Guajará-Mirim/Nova Mamoré. Em perfil institucional da Prefeitura, ele é apresentado como natural do distrito de Iata, formado em Geografia e com especialização em Administração Pública pela UNIR.
A gestão municipal também costuma usar a vitrine eleitoral: a própria Prefeitura registra sua reeleição em 2024 com 9.480 votos (63,48%).
De “interino” a eleito: a escada foi rápida
Marcélio já vinha no radar da AROM. Após a renúncia de Hildon Chaves à presidência, o então vice assumiu o comando no período de transição. O Diário Oficial dos Municípios chegou a registrar Hildon como presidente (renunciado em 02/04/2026) e Marcélio como vice na composição anterior.
Agora, com vitória em voto, ele passa a liderar a entidade no triênio 2026-2029 — e com isso ganha palco para negociar pautas municipalistas com governo estadual, bancada federal e Brasília (onde ele já circula em agendas da CNM, segundo registro da própria AROM). (Arom)
E Ney da Paiol, quem é
O adversário derrotado, Ney da Paiol, é Sidney Borges de Oliveira, prefeito de São Felipe d’Oeste. Em perfil publicado pela própria AROM, ele aparece como tesoureiro da diretoria até 2026. (Arom)
No curto prazo, a expectativa é a AROM formalizar ata, composição completa da nova diretoria e prioridades da gestão (pauta fiscal, repasses, convênios e articulação com CNM). No médio prazo, a leitura de bastidor é inevitável: a eleição da entidade virou mais um capítulo da pré-temporada de 2026, e o novo presidente tende a ser cobrado para dizer — com atos, não com discurso — se a AROM será “casa dos municípios” ou “sala de espera” de projetos majoritários.
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