Compartilhe
0envios
Mundo,  Justiça

Meta e Google são condenadas a pagar US$ 3 milhões por “vício” em redes

Júri em Los Angeles responsabiliza Instagram e YouTube por danos à saúde mental de jovem; caso pode abrir caminho para novas ações.

Autor

Redação

Publicado em

Leitura

2 min

Fonte

Folha Uol

Meta e Google são condenadas a pagar US$ 3 milhões por “vício” em redes
Compartilhar:

Um júri de Los Angeles (EUA) condenou Meta (Instagram) e Google (YouTube) a indenizar em US$ 3 milhões uma jovem que afirmou ter sido “viciada” nas plataformas desde a infância e que isso agravou problemas como ansiedade e depressão. A decisão é considerada marco porque foca no design e no funcionamento dos aplicativos — e não no conteúdo publicado por usuários — o que reduz a margem de defesa das empresas com base em proteções legais tradicionais do setor.

Quanto cada empresa vai pagar

Pelo veredito, a Meta arca com 70% do valor e o Google com 30%. Os jurados entenderam que as empresas foram negligentes na forma como desenharam ou operaram seus produtos, e que isso foi um fator relevante para o dano alegado pela autora do processo.

Pode ter mais punição

O julgamento ainda pode ter desdobramento: o júri também abriu espaço para discutir danos punitivos em uma etapa posterior, o que pode aumentar o custo final da condenação para as gigantes de tecnologia.

Por que essa decisão chama atenção

O caso é tratado como “teste” para uma onda maior de processos nos EUA. Segundo reportagens internacionais, há milhares de ações semelhantes em tramitação contra empresas de redes sociais, e este veredito tende a ser usado como referência por autores e advogados em novas disputas.

O que as empresas dizem

Meta e Google afirmaram que discordam do resultado e indicaram que devem recorrer.

O próximo capítulo será decisivo: se a condenação se sustentar nas instâncias superiores — e se houver punição adicional — o caso pode acelerar mudanças de produto (principalmente para menores) e aumentar o risco jurídico para o modelo de engajamento que sustenta a economia das redes.

Leia também