Suécia recua no digital e volta ao lápis e papel nas escolas
Governo quer recuperar alfabetização com mais livros físicos e menos telas; setor de tecnologia critica a guinada
Autor
Redação
Publicado em
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Fonte
terra.com.br

A Suécia está reduzindo o ensino digital nas escolas e retomando livros, lápis e papel como estratégia para melhorar alfabetização e aprendizagem, especialmente nas séries iniciais. A mudança virou debate nacional: educadores falam em foco e compreensão; empresas de tecnologia enxergam retrocesso.
Por que a Suécia está “desdigitalizando” a sala de aula
O governo sueco afirma que os alunos precisam de mais tempo de leitura e menos tempo de tela, com ênfase em materiais didáticos físicos. A meta anunciada é reforçar o princípio de “um livro didático por aluno e por disciplina”, e há verbas específicas para compra de livros e guias de professores.
O que muda na prática: laptop sai, livro entra
Na rotina escolar, a guinada tem sido descrita como troca de laptops e tablets por livros impressos, além de maior uso de escrita manual e exercícios em papel. A aposta é que a leitura em material físico e a escrita à mão ajudem na concentração e na compreensão, sobretudo para crianças menores.
A crítica do setor de tecnologia
A decisão é questionada por parte da indústria de tecnologia, que defende o uso pedagógico de ferramentas digitais e vê risco de a escola “andar para trás”. O governo, por sua vez, sustenta que não se trata de banir tecnologia, e sim de recalibrar: telas como apoio, não como eixo central do aprendizado.
Desdobramentos: a tendência é o tema ganhar força em outros países — especialmente se a Suécia apresentar melhora nos indicadores de leitura. Ao mesmo tempo, o debate deve migrar do “tela sim ou não” para a pergunta que realmente importa: em quais idades e disciplinas o digital ajuda — e em quais atrapalha.
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